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12/03/2009 - 07:30

“Europeus debatem castração de criminosos sexuais”

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No New York Times, matéria joga luz sobre uma polêmica: “Europeus Debatem Castração de Criminosos Sexuais” (em inglês). Hoje em dia, esse procedimento é permitido apenas na República Checa, onde 94 prisioneiros foram submetidos a essa cirurgia na última década. Acima, Antonin Novak, que foi condenado a prisão perpétua por estuprar e matar Jakub Simanek, de nove anos.

Autor: - Categoria(s): Comportamento, sociedade Tags: ,
09/03/2009 - 06:52

Distração fatal

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Reportagem publicada na revista do Washington Post com o título “Distração Fatal” trata de uma das mais terríveis tragédias familiares: “Esquecer uma criança no banco de trás de um carro estacionado é um erro horrível e indesculpável. Mas é um crime?”, escreve o editor. (Em inglês).

Autor: - Categoria(s): sociedade Tags:
20/02/2009 - 07:53

O mistério dos restos mortais do índio Gerônimo

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Herdeiros de Gerônimo (foto) estão processando uma sociedade secreta da Universidade de Yale com a intenção de reaver os restos mortais do famoso índio apache, que teriam sido roubados do túmulo pelo avô de George W. Bush, informa esta reportagem que ganhou destaque hoje na home do New York Times. Boa história. O nome da sociedade secreta é “Skull and Bones”.

Autor: - Categoria(s): antropologia, sociedade Tags:
06/02/2009 - 06:04

“Zefa – Uma biografia da miséria”

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Do baú de textos antigos, aqui vai um do jornalista Armando Antenore, publicado em 1998 num caderno especial da Folha sobre a crise financeira mundial. Como a crise está de volta — e a exclusão social continua — a reportagem não perdeu a validade. Leia.

Zefa — Uma biografia da miséria

Josefa Maria de Jesus, baiana de Ibicaraí, vive em São Paulo com renda familiar inferior a R$ 35 per capita

“No mundo parcimonioso que Josefa Maria de Jesus habita, há escassez até de nomes.
– Como se chama o seu pai?
– Meu pai? Lembro não.
– Mas você não o conheceu?
– Conheci sim. Só que o nome sempre me escapa… Se minha cabeça ajuda, creio que era Expedito.
Não era. Chamava-se Esperidião Alves de Sousa, como indica a carteira de identidade que Josefa tira do bolso. “O documento diz o nome certo, é?”, desculpa-se, explicando que não sabe ler.
– E seus três irmãos, Zefa, como se chamam?
– Também não me recordo. São todos homens. Brincávamos juntos, mas os nomes… difícil. O caçula atendia por Raimundo, estou quase certa. O mais velho talvez fosse Francisco. E o do meio, não há jeito de lembrar.
Por outro lado, no mundo sem equilíbrio de Josefa, sobram nomes: “Sou mãe de 11 boquinhas”. Ricardo tem hoje 30 anos. João Carlos, 20. Márcia, 19. Elaine, 17. Eduardo, 16. Paulo Rogério, 15. André, 14. Antonio Luiz, 13. Bruno, 11. Diogo, 9. Jeferson, 7.
Dos 11 filhos, nove vivem com a mãe, solteira, em uma casa de aproximadamente 50 m2, construída pela prefeitura no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.
Lá também mora Gabriel, de apenas cinco meses. Filho de Márcia, é o primeiro neto de Josefa. A família divide uma renda mensal que raramente ultrapassa os R$ 340 (menos de R$ 31 por cabeça).
Números, como as letras, atrapalham Josefa.
– Quantos anos você tem?
– Nasci em 15 de março de 1952. Tenho 48 anos.
Mostra de novo o documento. A data do aniversário confere.
– Não, Zefa. Se você nasceu em 1952, tem 46 anos.
– Mesmo? Nunca soube.
Retoma rapidamente o assunto dos nomes.
“O senhor veja que engraçado. Lembro bem o nome de minha mãe. Ela morreu um ano depois do meu nascimento. Não posso dizer que a conheci, mas sei como se chamava. Vai ver é porque, um dia, minha filha pegou meu documento, leu o nome da avó, comentou “que boniteza!’ e ficou repetindo: Claudemira, Claudemira.”

Homens

Josefa só esquece nomes masculinos. Nada tão espantoso para quem atravessou a vida rodeada de homens ausentes.
O pai, muito pobre, possuía um roçado de café em Ibicaraí, sul da Bahia, onde Zefa nasceu. Assim que enviuvou, distribuiu os filhos entre os parentes.
A menina ficou com a avó materna, Francisca, também viúva. “Meu pai aparecia pouco. Era alto, o cabelo crespo, a pele morena. Caladão, só respondia se a gente perguntasse. Do contrário, levava dias sem abrir a boca.”
Os irmãos se viam com mais frequência. “Certa vez, ganhei uma caixa muito grande de um deles. Abri a caixa e, dentro, tinha outra. Abri de novo, e encontrei mais uma, depois outra, e outra. Da última, pulou um sapo horrível, os olhões arregalados. Foi o único presente que meu irmão me deu.”
Quando Zefa fez 12 anos, a avó “fraquejou”, não aguentou cuidar da neta, e a entregou para “a tia Isidora”, outra viúva, mãe de oito filhos. Meses depois, a menina trocou Ibicaraí por Osasco (SP). Viajou de ônibus, dois dias, com a tia e os primos. Foram todos morar na casa de um parente.
Josefa não teve mais notícias do pai nem dos irmãos. “Perderam-se.” Também acabou se distanciando da tia quando, ainda com 12 anos, se tornou empregada doméstica em São Paulo e passou a dormir no emprego.
Vieram, então, os namorados. O primeiro, conheceu com 16 anos. Ele tinha 46. Era porteiro. O nome? “Não me lembro.”
A relação durou uns seis meses. Josefa decidiu terminá-la por julgar “o companheiro” velho demais. Do romance, nasceu Ricardo, mas o porteiro nunca soube.
O segundo, o terceiro, o quarto e o quinto filhos, sim, dispõem de um pai com nome e sobrenome: João Bosco. Cearense, trabalhava como vendedor ambulante. “Bebia muito, atrasava o aluguel e às vezes me dava uns trompaços. Para não viver em tumulto, peguei as crianças e o deixei. Tempos depois, me contaram que morreu.”
De um certo Nê (“nunca me disse o nome todo, mas sei que tomava conta de um barzinho”), teve o sexto filho. Namoraram por oito meses. “Quando contei que estava grávida, o cabra desapareceu.”
Os outros cinco filhos nasceram do relacionamento com o pedreiro Jonas. O casal morava em um barraco numa favela de Guaianases (zona leste de São Paulo).
“Foi o homem que mais me ajudou. Nunca suspendeu a mão contra mim. Só que a bebida estragou tudo.” Alcoólatra, Jonas começou a tossir muito e emagreceu.
“Pedi: procure o médico. Ele se negou. Um dia, nosso filho menor, bebezinho ainda, também desandou a tossir. No hospital, me disseram que tinha tuberculose. Logo desconfiei do Jonas. Chamei a polícia, que o levou à força para o posto de saúde. Não deu outra -estava tuberculoso. Quando vi, o Diogo, o Bruno, o André, o Antonio Luiz e o Paulo Rogério também pegaram a doença.”
Zefa se sentiu “tão agastada” que rompeu com Jonas. “Faz sete anos. Dali em diante, não tive homem nenhum. Chega.”
O pedreiro, às vezes, reaparece. Quer ver “as crianças”. “Eu permito. Ele se curou, e os meninos precisam de pai.” Mesmo que o pai esteja desempregado e não possa colocar dinheiro em casa.

Fome

Hoje quem sustenta a família são três filhos de Zefa. João Carlos trabalha como office-boy, “com carteira assinada”. A mãe não sabe exatamente quanto o rapaz ganha.
“Ele paga as contas de água e luz -o que dá uns R$ 90, porque o consumo aqui é alto.” O resto João reserva para gastos pessoais. Eduardo, também office-boy, “mas sem registro”, recebe R$ 130 por mês. Deixa metade com Josefa e embolsa o que sobra.
Nos fins-de-semana, Márcia distribui panfletos de lançamentos imobiliários. Seu rendimento mensal oscila entre R$ 120 e R$ 160. Repassa tudo para a mãe.
Josefa sempre “se virou” como empregada doméstica ou faxineira diarista. “Só que, desde maio, não encontro serviço fixo.”
Já fez “muito bico” -catou papelão, vigiou carros, vendeu pregadores, lixas de unha e rosas nas ruas. “Mas, agora, não compensa. Tem biscateiro em todo canto. Desisti. Estou cansada, meu corpo dói, e o dinheiro não entra.”
Também por causa do cansaço (“é um tormento, um mal-estar que insiste em crescer”), parou de recolher “a xepa” das feiras. “Costumava pegar tomate, verduras, batata, cebola e preparava um sopão.”
Resta à família fazer uma única refeição por dia -normalmente arroz e feijão. “Às vezes, sobram uns trocados para comprar a mistura: salsicha, carne moída, frango. Ou, então, os vizinhos nos dão farinha de milho, e cozinhamos um cuscuz.”
Pela manhã, cada filho come, no máximo, um pãozinho. Nem sempre tem manteiga ou café. Leite não falta, mas só para as crianças. “Outro dia, me ensinaram um truque. Pego açúcar, queimo um pouco e misturo no leite. Os meninos pensam que é chocolate.”
Como todos os filhos estudam, os que cursam o ciclo fundamental reforçam a dieta com a merenda escolar. “Se preciso, tiro do meu prato para colocar mais comida no das crianças. O senhor sabe que, quando a pessoa sente muita fome, a fome acaba morrendo? É assim: primeiro, dá um vazio aqui dentro e uma dorzinha no estômago; depois vem a zonzeira, e aí a fome morre.”

Comunista

Por enquanto, a família mora de graça. Vive no conjunto habitacional Boa Esperança desde 1995 e nunca pagou prestações. “Nem nós nem os vizinhos. A prefeitura, até agora, não cobrou nada. Se cobrar, estamos fritos.”
A casa de blocos tem um quarto, sala, cozinha e banheiro. Para abrigar todo mundo, Zefa improvisou uma espécie de sótão sobre a laje de concreto que separa a sala do telhado. O lugar, pouco arejado, funciona como um quarto extra, em que três camas disputam espaço com a caixa d’água.
Na casa, sem geladeira e com móveis muito velhos, o chão é de cimento, e um pano faz as vezes de cortina. Vinte e sete vasinhos enfeitam o ambiente escuro.
Josefa quase não sai. “Falta dinheiro para o ônibus.” Diverte-se assistindo à televisão que João Carlos comprou. Acompanha, vagamente, o horário eleitoral.
– Quem é o presidente da República?
– Não sei direito. É um tal de Henrique.
– E o Lula?
– É um que disputa sempre as eleições, mas não vence nunca. Perguntei para o Jonas: por que o Lula não ganha? Ele respondeu: porque é comunista. Agora o senhor me conte: o que quer dizer comunista?”

Autor: - Categoria(s): Comportamento, Jornalismo, sociedade Tags: , ,
11/12/2008 - 06:48

Todo mundo merece um teto

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No Los Angeles Times, achei uma reportagem sobre o EDAR (sigla para “Everyone Deserves a Roof”, ou “todo mundo merece um teto”). É uma invenção de Peter Samuelson (na foto) que está mudando a vida de muitos sem-teto dos Estados Unidos. Ao invés de dormirem debaixo de caixas de papelão ou de jornais, usam essa espécie de barraca. Vale a pena conhecer. Alguma empresa brasileira poderia patrocinar a importação desse item. Na foto abaixo, um EDAR sendo usado:

Autor: - Categoria(s): Comportamento, sociedade Tags:
26/11/2008 - 06:15

O gigolô suíço

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A história do gigolô que seduziu a mulher mais rica da Alemanha daria um bom filme, acho. Foi publicada pelo Times de Londres.

Autor: - Categoria(s): Comportamento, sociedade Tags: ,
21/11/2008 - 06:11

3.994 flexões de coluna

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Uma boa sugestão de pauta que eu peguei no blog do Rogério Pacheco Jordão: “Não deve haver trabalho mais árduo do que o do cortador de cana. Pesquisadores da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) filmaram o trabalho destes cortadores e contaram, em computador, 3.994 flexões de coluna e 3.792 golpes de podão ao longo de uma jornada de 8 horas; o cidadão chega a carregar 11 toneladas por dia. Como cerca de 75% do corte de cana no Brasil é manual (por conta do tipo de terreno), supõe-se que é nessa base que nos tornaremos campeões mundiais de exportação de etanol…Para quem quer saber mais sobre este estudo da UNIMEP, o pesquisador é o Erivelton Fontana de Laat, no e-mail: eriveltonlaat@bol.com.br”.

Autor: - Categoria(s): negócios, sociedade Tags:
16/05/2008 - 06:53

Se você não usa, passe adiante

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Esta nota saiu na revista Vida Simples: “Do Nepal ao México, da Finlândia às Ilhas Maldivas, mais de 4 milhões de pessoas fazem parte do Freecycle Network, uma rede mundial que visa estimular a chamada economia de doação. A idéia nasceu nos EUA, em 2003, e é bem simples: conectar pessoas que querem doar àquelas que querem receber. Para participar, é preciso entrar no site e cadastrar-se, de preferência no grupo da sua cidade, o que evita o vaivém de mercadorias pelas estradas. Depois, é só enviar suas ofertas e combinar com o destinatário quando, onde e como entregar a doação. Além de dar, você também pode escrever para pedir algo de que precisa. Hoje já são mais de 4 mil grupos em 88 países. No Brasil, existem apenas três: em São Paulo, no Rio e em Curitiba”.

Autor: - Categoria(s): Comportamento, Meio ambiente, sociedade Tags: , , ,
15/05/2008 - 08:15

Confrontando as imperfeições

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Uma história e tanto: há dez anos, o casal Michael Roach e Christie McNally (foto), ambos professores de budismo, fizeram um voto intrigante: nunca ficar mais de 4, 5 metros longe um do outro (a medida certa é “15 feet”, que dá 4,572 m). “Se eles não podem sentar do mesmo lado no avião, eles não entram; quando ela usa o banheiro do aeroporto, ele fica parado na porta”, informa esta reportagem publicada hoje pelo New York Times de hoje. O texto explica: “Their partnership, they say, is celibate. It is, as they describe it, a high level of Buddhist practice that involves confronting their own imperfections and thereby learning to better serve the world.”

Autor: - Categoria(s): Comportamento, sociedade Tags: , ,
14/05/2008 - 07:10

Parquímetros “recolhem” esmolas

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Uma iniciativa da cidade de San Francisco, Estados Unidos, que pode repercutir mundo afora: para tentar desestimular a distribuição de esmolas nas ruas, os administradores da cidade querem que os cidadãos, ao invés de darem o dinheiro diretamente a um ou outro pedinte, depositem as moedas em velhos parquímetros que serão instalados em regiões com alta densidade de mendigos. O dinheiro depositado nessas máquinas irá diretamente para as instituições de caridade que ajudam os sem-teto, informa esta reportagem do San Francisco Chronicle.

Autor: - Categoria(s): Comportamento, internacional Tags: ,
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