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24/09/2008 - 06:18

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Circular: “Você conta que antigamente os editores diziam aos repórteres: ‘temos que dar essa matéria porque ninguém mais deu’. E hoje, nas redações se diz: ‘não vamos dar isso porque ninguém mais deu’. O que mudou?

Pompeu – Não é bem assim. O cientista político francês Régis Debray, que foi companheiro da guerrilha do Che na Bolívia e passou anos lá preso e depois foi conselheiro do presidente François Mitterrand, é que constatou que antigamente o diretor de redação dizia: ‘Opa, vamos dar já isso, ninguém está falando nisso’; e hoje, o diretor diz: ‘Ora, isso não vamos dar, ninguém está falando nisso’. Acontece que antes se dava valor à novidade, ao desconhecido, e hoje se repisa a mesma coisa, por razões mercadológicas, já que grande parte do público se interessa muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. Aqui devemos comparar com o médico: o médico deve dar o tratamento que o paciente precisa ou o tratamento que o paciente quer? O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet).

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Circular: “Você conta que antigamente os editores diziam aos repórteres: ‘temos que dar essa matéria porque ninguém mais deu’. E hoje, nas redações se diz: ‘não vamos dar isso porque ninguém mais deu’. O que mudou?

Pompeu – Não é bem assim. O cientista político francês Régis Debray, que foi companheiro da guerrilha do Che na Bolívia e passou anos lá preso e depois foi conselheiro do presidente François Mitterrand, é que constatou que antigamente o diretor de redação dizia: ‘Opa, vamos dar já isso, ninguém está falando nisso’; e hoje, o diretor diz: ‘Ora, isso não vamos dar, ninguém está falando nisso’. Acontece que antes se dava valor à novidade, ao desconhecido, e hoje se repisa a mesma coisa, por razões mercadológicas, já que grande parte do público se interessa muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. Aqui devemos comparar com o médico: o médico deve dar o tratamento que o paciente precisa ou o tratamento que o paciente quer? O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet).

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Pompeu – Não é bem assim. O cientista político francês Régis Debray, que foi companheiro da guerrilha do Che na Bolívia e passou anos lá preso e depois foi conselheiro do presidente François Mitterrand, é que constatou que antigamente o diretor de redação dizia: ‘Opa, vamos dar já isso, ninguém está falando nisso’; e hoje, o diretor diz: ‘Ora, isso não vamos dar, ninguém está falando nisso’. Acontece que antes se dava valor à novidade, ao desconhecido, e hoje se repisa a mesma coisa, por razões mercadológicas, já que grande parte do público se interessa muito mais pelo que já conhece do que pelo que não conhece. Aqui devemos comparar com o médico: o médico deve dar o tratamento que o paciente precisa ou o tratamento que o paciente quer? O jornalista deve dar a informação de que, com sua experiência profissional, ele sabe que o público necessita, ou a informação que o público quer?” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet).

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26/06/2008 - 06:07

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Circular: “Que conselhos você daria para alguém que está começando no jornalismo?

Pompeu – 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet)

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Pompeu – 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet)

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Circular: “Que conselhos você daria para alguém que está começando no jornalismo?

Pompeu – 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, procurar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não foi possível, procurar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.” (Renato Pompeu, em entrevista a Ana Luiza Moulatlet)

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13/06/2008 - 06:07

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Circular: (…) 422 – Temos de ver que, muito mais que tão somente algum simples esporte,/ Os jogos de bola espetáculos dramáticos é que são, de grande porte./ Se trata de um tipo, porém muito especial, de teatro,/ Em que se defrontam, não personalidades em roteiro pré-datado,/ Mas instituições, em disputa de imprevisto destino e fado./ Na verdade, o desenrolar de cada jogo-peça/ A cada momento por parte do ator é determinado. /Portanto, é arte de grande valor, de alto quilate.

423 – Essas instituições, que no jogo-espetáculo se enfrentam,/ Não são os times, os clubes; algo mais alto representam./ Pode ser, como já foi o Corinthians, a classe trabalhadora,/ Ou, como o São Paulo, a oligarquia aristocrática,/ Ou, como o Palmeiras, a classe média democrática./ Ou, como na Europa, o Roma, Milan, Manchester,/ Schalke e Barcelona,/ Uma cidade, um bairro, uma região, de gente antigona./ Porém isso, na verdade, águas estão ficando passadas.

424 – Com a derrota do socialismo e com o avanço neoliberal,/ Os jovens da classe trabalhadora perderam essa identidade./ São indivíduos, que no máximo se reúnem apenas em tribos./ Assim, para eles, torcer para algo transcendente ao time/ Sentido não mais tem, como se esse algo não mais exista./ Por isso, quando a torcida não se torna em fúria racista, / O torcedor não mais vê a derrota como lição de vida:/ O time não é mais símbolo, é uma realidade só em si contida. (…) (Renato Pompeu em “As/Os Brasilíadas – Prosa Rimada, Botequim de Idéias)

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Circular: (…) 422 – Temos de ver que, muito mais que tão somente algum simples esporte,/ Os jogos de bola espetáculos dramáticos é que são, de grande porte./ Se trata de um tipo, porém muito especial, de teatro,/ Em que se defrontam, não personalidades em roteiro pré-datado,/ Mas instituições, em disputa de imprevisto destino e fado./ Na verdade, o desenrolar de cada jogo-peça/ A cada momento por parte do ator é determinado. /Portanto, é arte de grande valor, de alto quilate.

423 – Essas instituições, que no jogo-espetáculo se enfrentam,/ Não são os times, os clubes; algo mais alto representam./ Pode ser, como já foi o Corinthians, a classe trabalhadora,/ Ou, como o São Paulo, a oligarquia aristocrática,/ Ou, como o Palmeiras, a classe média democrática./ Ou, como na Europa, o Roma, Milan, Manchester,/ Schalke e Barcelona,/ Uma cidade, um bairro, uma região, de gente antigona./ Porém isso, na verdade, águas estão ficando passadas.

424 – Com a derrota do socialismo e com o avanço neoliberal,/ Os jovens da classe trabalhadora perderam essa identidade./ São indivíduos, que no máximo se reúnem apenas em tribos./ Assim, para eles, torcer para algo transcendente ao time/ Sentido não mais tem, como se esse algo não mais exista./ Por isso, quando a torcida não se torna em fúria racista, / O torcedor não mais vê a derrota como lição de vida:/ O time não é mais símbolo, é uma realidade só em si contida. (…) (Renato Pompeu em “As/Os Brasilíadas – Prosa Rimada, Botequim de Idéias)

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Circular: (…) 422 – Temos de ver que, muito mais que tão somente algum simples esporte,/ Os jogos de bola espetáculos dramáticos é que são, de grande porte./ Se trata de um tipo, porém muito especial, de teatro,/ Em que se defrontam, não personalidades em roteiro pré-datado,/ Mas instituições, em disputa de imprevisto destino e fado./ Na verdade, o desenrolar de cada jogo-peça/ A cada momento por parte do ator é determinado. /Portanto, é arte de grande valor, de alto quilate.

423 – Essas instituições, que no jogo-espetáculo se enfrentam,/ Não são os times, os clubes; algo mais alto representam./ Pode ser, como já foi o Corinthians, a classe trabalhadora,/ Ou, como o São Paulo, a oligarquia aristocrática,/ Ou, como o Palmeiras, a classe média democrática./ Ou, como na Europa, o Roma, Milan, Manchester,/ Schalke e Barcelona,/ Uma cidade, um bairro, uma região, de gente antigona./ Porém isso, na verdade, águas estão ficando passadas.

424 – Com a derrota do socialismo e com o avanço neoliberal,/ Os jovens da classe trabalhadora perderam essa identidade./ São indivíduos, que no máximo se reúnem apenas em tribos./ Assim, para eles, torcer para algo transcendente ao time/ Sentido não mais tem, como se esse algo não mais exista./ Por isso, quando a torcida não se torna em fúria racista, / O torcedor não mais vê a derrota como lição de vida:/ O time não é mais símbolo, é uma realidade só em si contida. (…) (Renato Pompeu em “As/Os Brasilíadas – Prosa Rimada, Botequim de Idéias)

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