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11/11/2008 - 05:30

“Reflexões sem dor”

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Circular: “Quando uma aeromoça manda apertar o cinto, muito bem. Mas quando quem manda é o ministro da Fazenda?

Pensar. Eis um verbo reflexivo.

Um homem está definitivamente velho quando aponta para o próprio sexo e diz: “Isto é um símbolo fálico.”

Chato é o sujeito que não pode ver um saco vazio.

Todo dia leio cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais; às vezes a gente tem surpresas agradabilíssimas.

Nunca deixe para amanhã o que pode deixar hoje.

Se a morte é fatal, por que será que todo mundo deixa o enterro pra última hora?

Tem o cérebro de um verdadeiro computador: comete erros inacreditáveis!

É preciso ter coragem. É preciso dar pseudônimo aos bois.

Ah, se a gente pudesse empenhar as bodas de prata!

Televisão — um veículo eletrônico com tração animal.

Fofoca a gente tem que espalhar rápido porque pode ser mentira.

Quando muita gente insiste muito tempo em que você está errado, você deve estar certo.

Tempo é dinheiro. Contratempo é nota promissória.

Eu só não sou o homem mais brilhante do mundo porque ninguém me pergunta as respostas que eu sei.

Essa gente que fala o tempo todo contra a corrupção está apenas cuspindo no prato em que não comeu.

De madrugada, o melhor amigo do homem é o cachorro-quente.

O cara que gosta de arranjar encrenca cada vez tem que andar menos.

O maior teste da dignidade é um trambolhão.

Se eu não soubesse o valor do dinheiro não vivia botando ele fora.

A ostra pode ser pai num ano e mãe no outro. Andrógino é isso aí.  O resto é bicha mesmo.

Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer.

Antes de entregar sua declaração de Imposto de Renda verifique bem se você omitiu tudo.

Uma linda mulher de quarenta anos: cara e coroa.”

(Millôr Fernandes em “Reflexões sem Dor”).

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17/07/2008 - 06:17

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Circular: “Que foi isso, de repente? Nada; dez anos se passaram. Não diga! Se somaram? Se esgarçaram? Onde estávamos? Onde estamos? E… aonde vamos? O tempo, em lugar nenhum e em silêncio, passa. É inegável — todos temos mais dez anos agora. Ainda bem — poderíamos ter menos dez. Tudo nos aconteceu. Amamos, disso temos certeza. E fomos amados — onde encontrar a certeza? Avançamos aqui materialmente, ali não, nos realizamos neste ponto, em outros queríamos mais, algumas coisas tivemos mais do que pretendíamos ou merecíamos — mas isso é difícil de reconhecer. Perdemos alguém — “Viver é perder amigos”. No meio do feio e do amargo, no tumulto e no desgaste, tivemos mil momentos diminutos de felicidade, no ar, no olhar, na palavra de afeto inesperado, que sei? Espera, eu sei. É a única lição que tenho a dar; a vida é pequena, leve e perto. Muito perto — é preciso estar atento.” (Millôr Fernandes, 1989).

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Circular: “Que foi isso, de repente? Nada; dez anos se passaram. Não diga! Se somaram? Se esgarçaram? Onde estávamos? Onde estamos? E… aonde vamos? O tempo, em lugar nenhum e em silêncio, passa. É inegável — todos temos mais dez anos agora. Ainda bem — poderíamos ter menos dez. Tudo nos aconteceu. Amamos, disso temos certeza. E fomos amados — onde encontrar a certeza? Avançamos aqui materialmente, ali não, nos realizamos neste ponto, em outros queríamos mais, algumas coisas tivemos mais do que pretendíamos ou merecíamos — mas isso é difícil de reconhecer. Perdemos alguém — “Viver é perder amigos”. No meio do feio e do amargo, no tumulto e no desgaste, tivemos mil momentos diminutos de felicidade, no ar, no olhar, na palavra de afeto inesperado, que sei? Espera, eu sei. É a única lição que tenho a dar; a vida é pequena, leve e perto. Muito perto — é preciso estar atento.” (Millôr Fernandes, 1989).

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Circular: “Que foi isso, de repente? Nada; dez anos se passaram. Não diga! Se somaram? Se esgarçaram? Onde estávamos? Onde estamos? E… aonde vamos? O tempo, em lugar nenhum e em silêncio, passa. É inegável — todos temos mais dez anos agora. Ainda bem — poderíamos ter menos dez. Tudo nos aconteceu. Amamos, disso temos certeza. E fomos amados — onde encontrar a certeza? Avançamos aqui materialmente, ali não, nos realizamos neste ponto, em outros queríamos mais, algumas coisas tivemos mais do que pretendíamos ou merecíamos — mas isso é difícil de reconhecer. Perdemos alguém — “Viver é perder amigos”. No meio do feio e do amargo, no tumulto e no desgaste, tivemos mil momentos diminutos de felicidade, no ar, no olhar, na palavra de afeto inesperado, que sei? Espera, eu sei. É a única lição que tenho a dar; a vida é pequena, leve e perto. Muito perto — é preciso estar atento.” (Millôr Fernandes, 1989).

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10/07/2008 - 06:06

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Circular: “Há muito tempo me desinteressei pelo futebol. Foi quando comecei a ver aqueles latagões, ganhando fortunas e tratados como odaliscas, não conseguirem dar um passe certo no meio do campo — sem qualquer pressão do adversário. Como artista plástico, tratado daquele jeito, eu morreria de vergonha se não pintasse uma capela Sistina por semana.” (Millôr Fernandes, 1984)

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Circular: “Há muito tempo me desinteressei pelo futebol. Foi quando comecei a ver aqueles latagões, ganhando fortunas e tratados como odaliscas, não conseguirem dar um passe certo no meio do campo — sem qualquer pressão do adversário. Como artista plástico, tratado daquele jeito, eu morreria de vergonha se não pintasse uma capela Sistina por semana.” (Millôr Fernandes, 1984)

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Circular: “Há muito tempo me desinteressei pelo futebol. Foi quando comecei a ver aqueles latagões, ganhando fortunas e tratados como odaliscas, não conseguirem dar um passe certo no meio do campo — sem qualquer pressão do adversário. Como artista plástico, tratado daquele jeito, eu morreria de vergonha se não pintasse uma capela Sistina por semana.” (Millôr Fernandes, 1984)

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09/07/2008 - 06:07

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Circular: “Há pessoas que só bebem em circunstâncias muito especiais. Mas consideram especiais todas as circunstâncias em que bebem.

Deve-se beber moderadamente, isto é, um pouco todos os dias. Isso não sendo possível, beber muito, sempre que der. Mas o abuso, como a moderação, tem que ser aprendido. O amador que abusa tende a ficar desabusado.” (Millôr Fernandes; verbete “Beber” de “Millôr Definitivo”).

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Deve-se beber moderadamente, isto é, um pouco todos os dias. Isso não sendo possível, beber muito, sempre que der. Mas o abuso, como a moderação, tem que ser aprendido. O amador que abusa tende a ficar desabusado.” (Millôr Fernandes; verbete “Beber” de “Millôr Definitivo”).

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Deve-se beber moderadamente, isto é, um pouco todos os dias. Isso não sendo possível, beber muito, sempre que der. Mas o abuso, como a moderação, tem que ser aprendido. O amador que abusa tende a ficar desabusado.” (Millôr Fernandes; verbete “Beber” de “Millôr Definitivo”).

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