30/09/2009 - 07:37h
“Clica que sai sangue”




Boa nota que pesquei na nova edição (outubro) da revista INFO: “Sexo, violência, futebol e humor negro são os ingredientes principais da nova geração de jornais herdeiros do extinto Notícias Populares. Confira uma lista com os sites dos tablóides mais sangrentos do Brasil:
Diarinho (SC)
Super Notícia (MG)
Maskate (AM)
Meia-Hora (RJ).
Enviado por Ricardo Lombardi
(31 comentários | Link | Imprimir)
31 Comentários para ““Clica que sai sangue””
30/09/2009 - 10:36h
Esqueceram do Aqui também de BH MG
Tem uma coisa que me chama atenção na circulação desses tablóides, seu baixo custo e apelo fazem com que muitas pessoas tenham contato com a leitura. Não obstante o nível dos joranis, talvez seja interessante essa “democratização da leitura”.
30/09/2009 - 10:39h
Bom Dia
Infelizmente essa e a nossa realidade, de país violento, mau administrado e onde o apelo sexual, e muito mais importante, na hora da venda de uma revista ou jornal, do que falar em cultura, artes, pois não e só isso que ha em nosso país, mas acharam a formula para uma maior tiragem e isso e que estam fazendo.
Abraços
Franciny Chequer
30/09/2009 - 10:45h
Pô, Lombardi. A foto sua que vc escolheu no canto direito é horrível, que afetação… Um barbado seboso pagando de gatinho é um pouco demais da conta, hein…
30/09/2009 - 10:47h
Um otimo blog com noticias do tipo :
http://www.brasilcruel.blogger.com.br/
30/09/2009 - 10:57h
Estes são os jornais que mais gosto… rs…
30/09/2009 - 11:12h
Interessante a pesquisa, mas será que o Notícias Populares era somente isso: “sangue”? Pelo que me recordo também havia alguma “utilidade” pública, colunas sobre sexualidade, por exemplo. Direitos do trabalhador etc. Eu não conheço esses “novos” tablóides, será que a “imitação” ficou somente no noticiário “sangrento”? Nesse caso, o colunista não estaria sendo “injusto” com o velho e falecido “NP”?
Ps.: O que pauta um bom jornalismo?
30/09/2009 - 11:53h
Comentar o que?
Existe público para esse baixo nível de informação, que explora a violencia através de
chamadas sensacionalistas como também ao sexo
vulgar de mulheres que não dão valor ao seu corpo. Tudo é válido quando não existe o bom senso para ambas as partes!!!
30/09/2009 - 11:54h
Pô, na época de cursinho fui um assíduo leitor do NP! As manchetes eram antológicas!
30/09/2009 - 12:00h
Ricardo, faltou na lista o “Já!”, da Paraíba. Por 25 centavos temos o q há de melhor na àrea de crimes bárbaros, chacinas, bizarrices e de quebra uma gostosa na capa!
Saca só: http://www.caririligado.com.br/images/stories/2008/jornalja.jpg
30/09/2009 - 12:41h
O povo gosta de desgraça ! Agora, o IG não tá muito longe desses jornalecos, não.
30/09/2009 - 13:08h
O Meia Hora NÃO é herdeiro do Notícias Populares! Ele é herdeiro (e também é produzido pela editora) do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que já foi um jornal popularesco antes de adotar o formato que apresenta hoje. Aliás, O Dia já existia muito ante desse tal de Notícias Populares. O Dia foi fundado em 1951 e o NP só apareceu em 1963.
30/09/2009 - 13:27h
Em uma viagem ao RJ no ano passado, tive o prazer em registrar num desses jornais uma chamda ótima sobre uma mulher que protestava contra a foma em trajes mínimos. A manchete era mais ou menos assim: “Louraça protesta contra a fome e aumenta o apetite da galera”.
30/09/2009 - 13:29h
Em uma viagem ao RJ no ano passado, tive o prazer em registrar num desses jornais uma chamada ótima sobre uma mulher que protestava contra a fome em trajes mínimos. A manchete era mais ou menos assim: “Louraça protesta contra a fome e aumenta o apetite da galera”.*
30/09/2009 - 13:31h
De repente, acaba sendo melhor ler um jornal desses, cheios de babaquice e apelação, do os órgãos da chamada “grande imprensa”, eco da burguesia despeitada, recheados de pensamentos de intelectualóides reacionários que sabem que o Brasil hoje está melhor que há alguns anos atrás, mas fazem questão de meter o pau, pois reconhecer a verdade vai contra sua ideologia.
30/09/2009 - 13:34h
Realmente, eles dão oque o povo quer ver… E concordo com o Alemão, o IG não está muito longe disso…
30/09/2009 - 13:37h
Bastante parecido com estes que “sai sangue” é aquele jornal do Grupo Folhas, São Paulo Já, ou São Paulo Agora, sei lá. E também são parecidas , no fundo, essas revistas semanais, particularmente a “Look”, que prima pela superficialidade, frivolidade, provincianismo, e tenta ressuscitar a “guerra fria” vinte anos depois do fim desta. Não passa de um catálogo a cores, como alguém disse uma vez a respeito da Revista “Manchete”, dos Bloch.
30/09/2009 - 13:37h
Caro Ricardo. Para seus seguidores que não conheceram o Notícias Populares vou dar algumas informações pois comecei minha carreira de jornalista no NP no tempo em que a redação ficava na Rua do Gazômetro, no Brás. A manchete era sensacionalista mas o conteúdo era excelente. O grupo de jornalistas era de primeira. Para quem não sabe lá trabalharam, entre outros grandes jornalistas, Percival de Souza, José Roberto Guzzo, Tão Gomes Pinto, Narciso Kalili, Vital Bataglia, que, como eu e os saimos para Veja, JT, Estadão, Globo, Folha. Ele fazia uma grande cobertura policial, tinha seções de sindicalismo, cobria bem os problemas da cidade e foi o NP que começou a explicar os assuntos econômicos para um público que não entendia o economês. O jornal perdeu sua característica quando passou para a Folha e ai criaram fatos mentirosos para vender jornal como a história do Bebê Diabo que nunca existiu.
Enfim, o NP era uma cópia do saudoso Última Hora, onde trabalhei como contínuo, fechado pela ditadura e que quando voltou nunca mais foi o mesmo por pressões dos militares. E quem criou o NP foi Jean Mellé que era editor de internacional da UH. E uma particularidade: as manchetes do NP eram escolhidas pelos dois contínuos da redação. Elas poderiam ser sensacionalistas mas o conteúdo da matéria era verdadeiro, sem excessos.
abs
renato lombardi
30/09/2009 - 13:38h
Realmente é lamentavel…..
Sou estudante de jornalismo e pra mim, é inadimissível o que jornais e revistas sensacionalistas fazem com assuntos sérios como violência urbana, crise econômica e outras questões que atinge direta ou indiretamente a população….banalizam a informação como se fosse um grande espetáculo. Um bom exemplo disso foi o caso de Eloá no ano passado….
30/09/2009 - 13:51h
É quem disse que o NP morreu???
Isso mostra que tem público pra tudo, infelizmente
“Ministro Maconheiro….” caraca esse é pra parar olhar na banca e rirrrrrr .. só isso, nem precisar ler o que está dentro …
Será que eles vão ser processados ???
30/09/2009 - 14:54h
Conheço algumas pessoas que preferem outro títulos, mas compram os tablóides sensacionalistas por causa do preço.
30/09/2009 - 15:08h
Para Pensar e refletir, principalmente aos estudantes de jornalismo!!!!!
Se não fosse esses jornais menores, aonde os recem formados (em grande quantidade e sem QI)
irão trabalhar????
Antes de descer a lenha, pensem que todos tem que começar e na maioria das vezes por baixo.
30/09/2009 - 15:09h
Alguns jornalistas brasileiros vivem de noticiar o crime, se não houvesse crime eles passariam fome, pior que isso é o escandalo mentiroso que muitos fazem ao noticiarem fatos que não aconteceram, como por exemplo os papagaios de “piratas”, que se auto intitulam especialistas em segurança, que como ja comprovado não sabem nada das ruas, e muito menos são conhecedores da lei, pois não tem a formação necessaria para falar sobre o assunto. Vai aqui uma dica aos “sabidôes”, seria bom que toda redação de empresa de comunicação tivesse alguem que realmente conhecesse do assunto para dar suporte na divulgação de noticias,é a tal da responsabilidade, e do respeito, coisa que muitos “profissionais” da comunicação definitivamente não tem.
30/09/2009 - 15:11h
Aditando aos informes do Renato lembro aos antigos colegas que o NP fundado pelo grupo H.Levi tinha por missão enfraquecer a UH fundada por Samuel Wainer que crescia assustadoramente com brilhante equipe de jornalistas. Tinha uma linha de centro esquerda quando na época todos outros jornais não permitiam , como hoje, colunistas com metas mais liberaqis.
30/09/2009 - 15:27h
esses jornais estão longe de terem comprimissos com os intelectuais de plantão,sua finalidade é trazerem as noticías de forma que o povo entenda, com um certo grau de humor.Lembro que na decada de 80 o humoristico Planeta Diario deu a seguinte noticia “crianças de Carrosel(novela mexicana do SBT) dão o Rabito”,nada mais era do que a doação do cachorrinho chamado Rabito.VIVA A LITERATURA POPULAR.
30/09/2009 - 16:26h
Faltou incluir nessa lista, O Povo do Rio e o Expresso, esse último pertecente ao grupo Globo e que foi criado para competir com o Meia-Hora.
Se bem que poderiam ser incluídos vários outros jornais, inclusive alguns aqui de São Paulo.
Embora eu ache interessante a existência desses jornais popularescos, como forma de despertar na população mais pobre o hábito de ler e se informar, ao mesmo tempo, sabe-se que, a forma como esses jornais abordam os assuntos, não leva os seus leitores a formar consciência crítica. E pensar que o outrora glorioso e aristocrático Jornal do Brasil, hoje vende menos do que esses Meia-Hora e Extra da vida.
30/09/2009 - 16:36h
olá a todas e todos!
falou colocar o jornal JÁ, aqui da PB.
é uma tristeza e uma revolta!!
30/09/2009 - 16:50h
Tá faltando na lista o “Já” de Campinas!
30/09/2009 - 16:53h
O Notícias Populares é insubstituível. Só ele tinha aquela mescla de humor negro e sanguinolência que me fazia rolar de rir… Sinto falta do NP.
30/09/2009 - 21:27h
Marcos, bem lembrado que esses jornais copiaram o pioneirismo do jornal o dia aqui do rio de janeiro,inclusive a mescla de humor negro e sanguinolência, que são caracteristicas dos cariocas,o programa de rádio lider de audiência há mais tempo no mundo, “a Patrulha da cidade” da rádio tupi também ajudou a divulgar esta forma de dar as noticias. Lembro dos grupos de exterminio acabando com a bandidagem aqui no rio, e uma das noticias do jornal O Dia foi “Mão branca mata dois e joga na encruzilhada, Sujaram o despacho” mais abaixo,”eles foram para o colo do capeta”
30/09/2009 - 21:52h
que saudade do np nao pelo preço era o jornal que vc lia e com a leitura podia analizar o que vc nao deveria fazer de errado vendo os exemplos que as materias trazian
30/09/2009 - 22:09h
Concordo com quem disse que é uma forma de democratizar a leitura, pois além do “sangue”, esses jornais trazem informações sobre saúde, direito do trabalhador, até mesmo seções tipo “encontre seu par”, onde se nota que seus leitores são pessoas humildes, que provavelmente não achariam atraentes os jornais “sérios”. E nem todos têm alcance intelectual para acompanhar as Folhas e Estadões desse país.
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