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Arquivo de ‘Jornalismo’ Categoria


19/08/2008 - 06:34h

Jornais: aqui, circulação cresce; nos EUA, cai

Se no Brasil a circulação dos jornais vem crescendo, o cenário nos Estados Unidos é diferente. Somente 46% dos americanos têm o hábito de ler um jornal regularmente — em 2005 eram 52% — segundo o Pew Research Center, que divulgou uma nova pesquisa esta semana. O crescimento da leitura on-line não conseguiu compensar a diferença, pulou de 9% para 13% nos últimos dois anos, informa o Editor & Publisher.

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12/08/2008 - 07:07h

Quando Dilma Roussef era a “Dilminha”

Muito bom o texto de Humberto Werneck publicado no Estadão de domingo. O jornalista mineiro lembra de sua adolescência, quando freqüentava os bailes em Belo Horizonte com a turma de amigos. Uma das garotas presentes era a “Dilminha”, a hoje ministra Dilma Roussef. Um trecho: “Dizia a dona Wanda: não dance apenas com as bonitinhas, meu filho; tire também as feinhas, porque elas muitas vezes têm encantos insuspeitados. Vou me desmentir: dancei, sim, com meninas que não eram bonitinhas, sendo que algumas eram feias, e até minuciosamente feias, o que não as impedia de portar encantos escondidos, não necessariamente sob os recatados vestidos da época. A Dilminha, perdão, a ministra e presidenciável Dilma Rousseff, não era feia, justiça lhe seja feita, embora a alguns de nós, os frangotes da turma do bairro São Pedro, seu rosto, com aqueles dentinhos, sugerisse um esquilo, sim, um daqueles esquilos que a gente tinha visto nos desenhos de Walt Disney nas matinês do Cine Tupi. Nossa possível futura presidente, então simplesmente Dilminha, em seu simpático esquilismo, não era, repito, feia. Estava mais para bonitinha. Mesmo porque, lembra o meu amigo Jaime Prado Gouvêa, esquilo não é marmota, e, entre os roedores de Brasília, até que faz boa figura.”

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11/08/2008 - 08:02h

“Rolling Stone” encolhe em outubro

A revista Rolling Stone vai mudar de tamanho a partir da edição de 30 de outubro (que será lançada no dia 17 do mesmo mês), informa este texto publicado pelo New York Times. Vai deixar de lado o formato grande e adotar o formato “standard”, usando pela maioria das revistas. “O consumidor que nós queremos assiste ao seriado Lost numa tela grande de TV, na tela do computador e no iPhone”, diz Gary Armstrong, chefe do marketing da Wenner Media, que publica a revista. “Eles são agnósticos em relação ao formato”. Na foto, Jann Wenner, fundador e dono da revista, compara os dois tamanhos. A reportagem não diz se as edições internacionais seguirão pelo mesmo caminho.

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07/08/2008 - 07:17h

Um vapor no rio São Francisco

Na National Geographic, uma ótima matéria de Daniel Nunes Gonçalves sobre o vapor Benjamin Guimarães, que “volta a navegar pelo rio São Francisco, jogando um sopro de vida – e de nostalgia – sobre uma histórica cidade ribeirinha.” Um trecho: “Andava sumido o Benjamin. Alguns achavam que tinha morrido, pela idade avançada – nascera em 1913 e passara toda a vida trabalhando duro nos sertões de Minas Gerais e Bahia. Outros sabiam: o velho agonizava em Pirapora, rio abaixo, praticamente esquecido há mais de uma década. Quando todos achavam que era um caso perdido, eis que ele se reergueu, renovado e vigoroso. Em outubro de 2007, o Benjamin Guimarães, um dos últimos barcos a vapor em atividade no planeta, voltou a navegar pelas águas do rio São Francisco, a mítica artéria que atravessa cinco estados brasileiros ao longo de 2,7 mil quilômetros. Ele ainda roda devagarinho, a não mais que 17 quilômetros por hora, como fez por 70 anos. Mas continua levando alegria – e uma certa nostalgia – à pobre gente ribeirinha que agora o vê voltar a desfilar.” Deve ser mesmo uma viagem bacana.

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07/08/2008 - 06:31h

“O vizinho do 11º andar”

Uma sugestão de leitura: a reportagem “O vizinho do 11º andar“, de Fred Melo Paiva, sobre o arquiteto Joaquim Guedes (foto), que morreu atropelado na semana passada, em São Paulo. Saiu domingo no Estadão (mas o site não disponibilizou no dia, como fez com o restante do jornal, não sei o porquê). Começa assim: “A cidade engoliu Joaquim Guedes. Uma Pajero passou em cima dele - atropelou, passou em cima e fugiu sem prestar socorro. Joaquim não morreu. Ficou em estado de choque, balbuciando alguma coisa. Seus óculos entortaram, uma caneta que estava no bolso da camisa espatifou-se. Seu corpo tremia inteiro, caído no meio da avenida. Um carro que vinha no sentido oposto subiu no calçamento do canteiro central, atravessou para o outro lado e iniciou uma perseguição à Pajero. Um motorista estacionou seu táxi na perpendicular, ao lado do Joaquim, de modo a evitar que ele fosse novamente atropelado. A Pajero, de cor prata, viera em alta velocidade. O Joaquim tinha acabado de sair de casa. Foi atingido na faixa de pedestres ou poucos metros adiante - não se sabe. A Pajero sumiu sem que ninguém tenha conseguido anotar sua placa. Joaquim morreu no hospital logo depois. Isso foi no domingo passado. Na quarta-feira, uma pessoa telefonou para o escritório do Joaquim. Falou com Beto, um de seus cinco filhos. Disse que sabia a identidade do sujeito que matara seu pai. Ele tinha uma proposta: R$ 1 mil pela informação. O ser humano é inacreditável.”

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05/08/2008 - 07:23h

As 40 melhores entrevistas da “RS”

Muita gente já deve ter lido sobre isso, mas como só hoje consegui abrir alguns dos meus emails de julho (eu estava parcialmente em férias) posto com atraso: o livro “Rolling Stone - As melhores entrevistas da revista Rolling Stone” será lançado este mês, segundo informa a assessoria de imprensa da editora. “Deverá ser destaque no estande da editora Larousse do Brasil na Bienal de São Paulo”. “Quarenta das melhores entrevistas da história da revista foram selecionadas em um único volume”. Alguns trechos:

“E se eu tivesse dito isso quando era um rapazote? Se eu tivesse dito para mim mesmo: ‘Um dia desses, você vai passar sem nem mesmo pensar que seu nariz é o maior do mundo, cara’ – sabe, eu teria provavelmente rido à beça. Era gigante. Na época, foi o motivo porque fiz tudo. Foi o motivo porque toquei guitarra – por causa do meu nariz. A razão pela qual escrevi músicas foi por causa do meu nariz. (PETE TOWNSHEND)

Costumava adorar olhar o sol. É ruim para os meus olhos, mas eu gosto. Costumava adorar olhar a lua à noite. Eu saía para o quintal e ficava observando-a. Aquilo me fascinava pra caramba. E outra coisa que me fascinava muito, mas assustava a maioria das pessoas, era a luz. Quando eu era moleque, achava muito bonito. Qualquer coisa brilhante, qualquer brilho. Eu, provavelmente, devo ter sido um piromaníaco, ou qualquer coisa assim. E havia as cores. Eu era louco pelo vermelho. Sempre achei uma cor linda. Eu me lembro das cores básicas. Não sei nada a respeito de licores coloridos – não sei que diabo é isso. (RAY CHARLES)

Oh, sim. John Lennon era definitivamente meu Beatle favorito. Não sei quem escreveu quais partes das canções, mas Paul McCartney me deixa constrangido. Lennon obviamente era perturbado (risos). E eu me identificava com isso. (KURT COBAIN)

Algumas vezes eu conseguia empregos abrindo shows para outras bandas. O The New York Dolls tocava com três ou quatro bandas que você nunca tinha ouvido falar, e eu tinha que abrir a noite inteira. Ninguém queria me ver. Eu não tinha microfone. Eu apenas gritava minha poesia. E os caras falavam: ‘Vá arrumar um emprego! Vá lavar panelas!’. (PATTI SMITH)

Mick precisa impor as coisas. Quer controlar. Para mim, a vida é como um animal selvagem. Você espera conseguir lidar com ela, quando ela pula em cima de você. Essa é a grande diferença entre nós dois. Ele simplesmente não consegue ir dormir sem escrever o que precisa fazer quando acordar. Eu só espero conseguir acordar, e não é nenhum desastre. (KEITH RICHARDS)

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05/08/2008 - 07:01h

A revolucionária das notícias

A revist Prospect de agosto publicou uma ótima matéria sobre Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post: “The Greek-born socialite has shaken up American political media with her website the Huffington Post. But by revolutionising news, might she also be in danger of destroying it?”. Boa para quem se interessa pode jornalismo, mídia e tecnologia.

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22/07/2008 - 08:10h

Um almoço com David Remnick

Na seção “Lunch with FT” (Almoço com o FT), do Financial Times, uma conversa com o editor-chefe da New Yorker, David Remnick (foto), que está completando dez anos no cargo (sucedeu Tina Brown em 1998). Vale dar uma lida. Se preferir, o Mais! publicou uma tradução no domingo. Mas na versão em português faltou revelar o cardápio do almoço (como é de hábito no FT), que aconteceu no restaurante Esca. Cá está:

1 x Iced tea $4.50
1 x Goose prosciutto $11.00
1 x Spring vegetables with ricotta $17.00
1 x Black cod $25.00
1 x Soft shelled crabs $24.00
1 x Trout, Complimentary
1 x Sorbet $9.00
1 x Pineapple tart $9.00
1 x Double espresso $5.00
1 x Espresso $3.50
2 x Glasses Prosecco $18.00
Tax $10.56
Tip $26.56

Total $163.12

(Sugestão do Jonas Lopes)

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22/07/2008 - 07:32h

A chefe do “Washington Post”

A revista Portfolio publicou uma entrevista com Katharine Weymouth (foto), 42, que desde fevereiro é a publisher e executiva-chefe do Washington Post. Weymouth é neta de Katharine Graham, considerada uma das mulheres mais poderosas de seu tempo e a mais influente da história da imprensa americana.

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21/07/2008 - 07:19h

“Acredite em mim, é tortura”

Na edição de agosto da Vanity Fair, o escritor Christopher Hitchens (foto) se submete ao método de tortura por afogamento, utilizado pelos militares americanos, e escreve um texto contando como foi a experiência. Leia aqui. Para quem preferir, o site da revista traz um vídeo sobre o assunto.

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18/07/2008 - 06:32h

A vida de jovens chineses

No site do Frontline, um bom documentário sobre a vida de nove jovens chineses: “Young & Restless in China — An intimate look into the lives of nine young Chinese, coming of age in a society that’s changing in a breathtaking speed”. Vale dar uma olhada. Para ilustrar o post, trabalho do artista Yue Minjun.

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16/07/2008 - 06:31h

“Todos contra Daniel Dantas”

A revista Piauí está dando destaque em seu site, excepcionalmente, à uma reportagem antiga: o ótimo perfil de Daniel Dantas, publicado no ano passado, de autoria de Consuelo Dieguez (”Todos contra Daniel Dantas”). É uma excelente oportunidade para conhecer melhor o banqueiro, suas áreas de atuação, as manchetes recentes dos jornais etc. Um trecho do texto: “Vegetariano, seu prato predileto são legumes cozidos. Só em dias de grande extravagância come um peixe, desde que grelhado. Não bebe, não ouve música, não vai ao cinema nem ao teatro. Não faz passeios. Todos os dias, sai de seu apartamento, de frente para o mar, em Ipanema, às 7 da manhã, e só volta do trabalho depois das 10 da noite. (…) Ele acha graça quando ouve que seus hábitos são esquisitos. ‘Outro dia, num restaurante, insistiram que eu tomasse um vinho caríssimo’, disse. ‘Argumentei que seria um desperdício oferecerem um vinho daqueles a uma pessoa que não tinha paladar apurado para apreciá-lo. Aí, me sugeriram aprimorar o paladar.’ Fez uma pausa e massageou a testa, parecendo refletir sobre o assunto. ‘Acho uma aporrinhação esse negócio de aprimorar paladar. Se consigo gostar de um vinho que encontro em qualquer lugar, porque vou arrumar meu paladar e só ter prazer quando tomar uma coisa rara, de altíssima qualidade? É um contra-senso. É muito mais fácil gostar de qualquer coisa. Depois, eu teria que comprar uma adega climatizada, e aí acabaria a luz, e tudo viraria um inferno.’”

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10/07/2008 - 06:47h

Uma entrevista com o dono do “Observer”

Esta é só para quem se interessa pelo mundo do jornalismo: no site da revista Portfolio achei uma entrevista com Jared Kusher (foto), que há dois anos comprou o New York Observer por 10 milhões de dólares. Detalhe: ele tinha 25 anos na época. Segundo a revista, Kusher vem fazendo um bom trabalho à frente da publicação.

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10/07/2008 - 06:36h

iG promove debate eleitoral com sinal aberto

Uma sugestão cívica: o iG promoverá, daqui a exatamente uma semana, um debate entre os candidatos ao cargo de prefeito de São Paulo. O evento ocorrerá no dia 17 de julho, às 15h, e terá o sinal aberto. “Qualquer página na internet (portais, sites, blogs) poderá transmitir o debate, livremente”, informa o portal. O mais bacana é que perguntas de internautas, em vídeo, são mais que bem-vindas. Neste link, você pode pegar mais informações e ficar sabendo como enviar sua videopergunta. O prazo para o envio termina às 23h59 da próxima segunda-feira. Vai lá. Na foto, mulheres votam em Nova York (circa 1917).

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09/07/2008 - 06:27h

Um novo fotojornalismo

Com o título “Fotojornalismo para a Geração Web“, o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre Brian Storm e sua empresa de “produção multimídia”, a MediaStorm. Quem gosta de fotografia deve dar uma olhada no site de Storm. Segundo o texto, a pequena empresa “virou o fotojornalismo de ponta cabeça”.

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04/07/2008 - 07:26h

Lembrando de Arlindinho, o nosso Bozo

A morte de Larry Harmon, o homem que popularizou a figura do palhaço Bozo, aos 83 anos, me fez lembrar do ótimo perfil de Arlindo Tadeu Barreto Montanha de Andrade, ator que interpretou o palhaço Bozo, no SBT, publicado no ano passado pela revista Piauí. Guardei entre os meus favoritos e posto novamente aqui, para quem ainda não teve a oportunidade de ler, já que muita gente lembra do personagem da TV. Um trecho: “Aos 26 anos, Arlindo decidiu-se pela carreira de ator. No Rio, fez cursos de teatro, balé clássico, jazz, sapateado e canto. Integrava o grupo de teatro amador na faculdade e conseguiu uma chance na Globo como figurante. Participou das novelas Maria, Maria e Gina e do seriado infantil Sítio do Picapau Amarelo. Na Bandeirantes, atuou na refilmagem de Os Imigrantes, mas desentendeu-se com a produção e seu personagem morreu no meio da novela. No seu testemunho de conversão evangélica, vendido em CD, ele conta que nessa época foi ‘assediado por homossexuais e pressionado a fazer certas concessões’, eufemismo que indicava sua disposição pelo sucesso a qualquer custo. Tornou-se alcoólatra, tinha acessos de violência e conta que tomou um tiro no corpo ao tentar socorrer uma mulher que estava sendo assaltada. Trabalhou com cinema e atuou em 25 longas-metragens, a maioria filmes pornográficos. Chegou a ser indicado como melhor ator coadjuvante no Festival de Gramado pela sua atuação em A intrusa, em que contracenava com José de Abreu. Dirigiu dois filmes que nunca foram lançados.”

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02/07/2008 - 07:17h

“A cidade das coisas perdidas”

Da mais recente edição da Piauí, que acabo de receber, recomendo a reportagem “A Cidade das Coisas Perdidas“, de Vanessa Barbara, que está com link aberto no site. É sobre a estação rodoviária de São Paulo, que fica na Marginal Tietê. Um trecho da apuração precisa de Vanessa: “Nos corredores do terminal, 100 mil cafezinhos e 12 toneladas de pão de queijo são consumidos por mês, 300 quilos de chiclete desgrudam-se do chão a cada grande faxina e 60 mil passageiros vão e vêm, a cada dia. Todo mês, 1,4 milhão de créditos telefônicos são consumidos nos orelhões, o que equivale a 46 mil horas de conversa ou 84 milhões de “alôs” repetidos à exaustão. São 63 lojas e onze quiosques, 650 quilowatts de energia por hora, 9 milhões de litros de água e 1 mil quilômetro de papel higiênico (dentro ou fora dos cestos de lixo). Ao todo, 1 806 funcionários trabalham em três turnos: 445 na administração, 346 nas lojas, quatro mocinhas no balcão de informações e a filosófica atendente Rosângela, que odeia quando não olham para ela e lhe cospem ordens, números ou interrogações sem sentido.” Me lembrou o começo de um ótimo texto de Gay Talese sobre Nova York, que está em “Fama e Anominato”. Muito bom.

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02/07/2008 - 06:45h

10 questões sobre o futuro do jornalismo

O jornalista Jeff Jarvis (foto), um dos “principais pensadores das mudanças que a Web 2.0 precipitou ao exercício da profissão”, segundo a Wikipedia, foi convidado pelo The Guardian para fechar um ciclo de debates sobre o futuro do jornalismo, voltado para o pessoal do jornal. O resultado está neste vídeo em duas partes (aqui e aqui); um resumo escrito, aqui. O autor disponibilizou também um conjunto de slides que foram usados como apoio para a apresentação.

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01/07/2008 - 07:12h

De como uma boa idéia pode reaparecer

No ano passado, como postei aqui, o repórter Gene Weingarten fez uma das melhores matérias que tive a oportunidade de ler. Ele levou para uma movimentada estação de metrô de Washington o violinista Joshua Bell, um dos principais nomes da música clássica contemporânea, e fez com que ele ficasse tocando, incógnito. Na época, conheci a reportagem pela Piauí, que publicou uma tradução. “Nos quase três quartos de hora que Joshua Bell tocou, sete pessoas pararam o que estavam fazendo para ficar por perto e acompanhar a música por, pelo menos, um minuto. Vinte e sete deram dinheiro, - totalizando 32 dólares e trocados. O que nos deixa com 1070 pessoas que passaram por ali às pressas, sem perceber nada, muitas a apenas 1 metro do músico, poucas nem sequer virando o rosto para olhar”. O texto ganhou o prêmio Pulitzer. No domingo passado, Gene escreveu uma coluna no Washington Post em que revela ter descoberto uma reportagem semelhante, realizada 77 anos antes da dele, com a ajuda do violinista prodígio Jacques Gordon (foto). “Estou aqui sentando olhando para o meu prêmio Pulitzer, que é dado em parte pela ‘originalidade’, e estou rindo. A ignorância é uma defesa? Existe um estatuto de limitações sobre originalidade? 77 anos é OK? Estou pensando que lá pelo ano 2085, um escritor — alguém que ainda nem nasceu — vai se levantar um dia com uma uma idéia incrível….”.

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01/07/2008 - 06:40h

Redução de força

Não conhecia o álbum de fotos “Reduction of Force“, de Martin Gee, designer e ilustrador. Leio que Gee chamou a atenção do jornalismo americano quando criou e postou uma coleção de imagens feitas na redação do San Jose Mercury News que representam “o vazio do jornal após recentes demissões”. A foto acima é um exemplo. Segundo informa o Editor & Publisher, Gee também foi demitido na semana passada.

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01/07/2008 - 06:25h

Uma reflexão sobre a “Vogue”

No Washington Post, achei uma interessante reflexão sobre a Vogue (e os valores que ela dissemina), assinada pela jornalista Robin Ghivan, que trabalhou na publicação durante o ano 2000. A proposta do texto foi jogar luz sobre o tipo de jornalismo de moda que aparece nas páginas da revista, pegando como gancho o aniversário de 20 anos da gestão de Anna Wintour, anunciada como editora em 29 de junho de 1988. Vale a pena ler. Um trecho, no original: “Vogue is not politically correct. The magazine loves fur, after all. And it celebrates a slender physique. Sure, in its annual shape issue it applauds curves. Vogue has championed fashion industry initiatives to combat eating disorders among models. But Vogue will never endorse fat; it won’t even pretend to. Heck, it just ran a story about how it paid for nutritionists and trainers to help two promising young designers lose weight . . . for their health.”

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26/06/2008 - 07:20h

O arquivo de fotos da “National”

A seção The National Geographic Flashback é o lugar em que a revista publica fotos antigas dos seus arquivos. Vale dar uma olhada. Tem várias coisas interessantes por lá. Exemplos: surfe de tartaruga (acima) e o carro voador.

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24/06/2008 - 07:30h

O Google e as notícias

No New York Times de hoje, um texto sobre o Google focado no serviço jornalístico da empresa, o Google News. Segundo o jornal, o domínio que o Google conquistou em outras áreas da web não se repetiu com notícias. “Com 11,4 milhões de visitantes em maio, Google News está em 8º lugar entre os sites de notícias, bem atrás do Yahoo News, que está em 1º com 35,8 milhões de visitantes, de acordo com o Nielsen Online”, diz o texto. Marissa Mayer, a vice-presidente encarregada da experiência do usuário e da busca, diz que o serviço ajuda o négocio principal, que é a busca. Acima, o ranking dos sites noticiosos americanos (clique em cima para ampliar). No Boston Globe, outro texto bem interessante sobre o Google: “Stopping Google - With one company now the world’s chief gateway to information, some critics are hatching ways to fight its influence“. Vale dar uma olhada.

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23/06/2008 - 08:04h

Atrasando a notícia na era da internet

Quem se interessa por jornalismo e por tecnologia vai gostar da matéria “Delaying News in the Era of Internet” (”atrasando a notícia na era da internet”), publicada hoje pelo New York Times. É sobre a decisão da rede de TV NBC de adiar a divulgação da morte do jornalista Tim Russert (foto) em mais de uma hora, até que todos os familiares mais próximos fossem avisados. O problema é que a notícia já tinha vazado pelo Twitter e já estava na Wikipedia (a NBC deu a notícia às 15h39; o verbete da Wikipedia foi atualizado às 15h01).

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20/06/2008 - 06:23h

A vida e a obra de Hunter S. Thompson (2)

Aqui, a transcrição da conversa do cineasta Alex Gibney (”Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson”) com os internautas. (Tem a ver com este post aqui, claro).

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19/06/2008 - 07:01h

Ajude um repórter

Você é jornalista e procura uma fonte, um especialista numa área qualquer? Talvez Peter Shankman possa ajudá-lo (a). Ele é o criador do site HelpAReporter.com. Pode interessar. Não-jornalistas também são muito bem-vindos: é só se cadastrar como fonte.

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19/06/2008 - 06:20h

Tóquio Confidencial

Depois de tanto ler sobre o centenário da imigração japonesa, lembrei de uma dica. No site do The Japan Times, a seção Tokyo Confidential traz resumos de matérias selecionadas dos semanários japoneses. Como é em inglês, abre um caminho para temas da sociedade japonesa que ficariam restritos ao público de lá. Sempre tem coisas boas.

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18/06/2008 - 08:28h

A vida e a obra de Hunter S. Thompson

Para quem se interessa pelo tema: Alex Gibney, que dirigiu o documentário “Gonzo: The Life and Work of Dr. Hunter S. Thompson“, com estréia marcada para julho nos Estados Unidos, responderá a perguntas de internautas no site do Washington Post (pede cadastro, mas é grátis), hoje, a partir das 14h (hora de Brasília). Quem quiser pode mandar questões antecipadamente. Neste link, o trailer do filme. O texto do ilustrador britânico Ralph Steadman sobre sua colaboração com Hunter S. Thompson (parte 1 e parte 2), publicado pela Piauí, também é uma boa pedida. Vale lembrar que Alex Gibney ganhou o Oscar pelo documentário “Taxi to the Dark Side”, sobre a política de tortura do governo dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo.

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18/06/2008 - 07:22h

200 anos de “London Times” na web

Na home do London Times descubro que o jornal disponibilizou para os internautas 200 anos de seus arquivos: “The Times Archive invites you to explore 200 years of history as it appeared in the original pages of The Times newspaper from 1785-1985.” Clique aqui para acessar a página.

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18/06/2008 - 07:01h

Cadê o editor de texto?

Sugestão de leitura para jornalistas e estudantes de jornalimo: o artigo “Tiraram o goleiro de campo“, de Luiz Weis, no Observatório da Imprensa. Weis repercute um texto de Lawrence Downes, publicado pelo New York Times, sobre “editores de texto”. Downes foi visitar o recém inaugurado museu de jornalismo, em Washington, e percebeu que a função de “editor de texto” praticamente não está representada por lá. Foi o suficiente para inspirar um comentário sobre a função. Weis reproduz uma boa definição de Downes: “Depois que as notícias acontecem no caos e confusão do mundo real, viajam pela mente de um repórter, pelo olho de um fotógrafo, antes de se transformarem em arquivo de computador e passar por múltiplas camadas de edição. Editores de texto são responsáveis pela transição final para um objeto de tinta sobre papel. Eles aparam palavras, corrigem gramática, pontuação e estilo, escrevem títulos e legendas. (…) Editores de texto são os últimos pares de olhos antes dos seus (…) São mais poderosos do que os revisores. Desembaraçam escritos retorcidos. São cirurgiões, removendo tumor de erros e irrelevâncias; são chefes de cozinha minimalistas, peneirando gordura.”

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17/06/2008 - 08:33h

Arquivo do “Roda Viva” na web

Boa dica que eu pesquei no site da Agência Fapesp: “O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral (…) Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.Neste link, por exemplo, a entrevista com Lula em 1995.

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11/06/2008 - 07:01h

“Vocabulário do jornalismo israelense”

Sugestão de leitura: o texto “Vocabulário do jornalismo israelense“, de Yonatan Mendel, publicado pela revista Piauí. Não estava disponível no site, mas depois que a nova edição foi lançada, foi liberado. Para quem acompanha o noticiário sobre o Oriente Médio, é um achado. “Os palestinos alegam, seqüestram e têm sangue nas mãos, enquanto as Forças de Defesa respondem, detêm e jamais cometem homicídios”, diz o destaque do editor. Mendel detalhe a idéia: “O Exército israelense nunca mata ninguém intencionalmente, muito menos comete homicídio – uma situação a qual qualquer outra organização armada invejaria. Mesmo quando uma bomba de 1 tonelada é jogada sobre uma densa área residencial de Gaza, matando um homem armado e catorze civis inocentes, inclusive nove crianças, ainda assim não são mortes intencionais nem homicídios: são assassinatos dirigidos. Um jornalista israelense pode dizer que os soldados das FDI atingiram palestinos, ou que os mataram, ou que os mataram por engano, e que os palestinos foram atingidos, ou foram mortos ou mesmo que encontraram a morte (como se estivessem procurando), mas homicídio está fora de cogitação. A conseqüência, quaisquer que sejam as palavras usadas, foi a morte, nas mãos das forças de segurança israelenses, desde o início da segunda intifada, de 2 087 palestinos que nada tinham a ver com a luta armada.”

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11/06/2008 - 06:21h

“Aviso: o Rex venceu”

Na mais recente edição da Bravo!, um ótimo texto de Thomaz Souto Corrêa sobre o artista plástico Wesley Duke Lee. O destaque do editor ficou assim: “Como Wesley Duke Lee chocou São Paulo com o primeiro hapenning em terras brasileiras, comandou a vida boêmia da cidade e ainda fundou a galeria Rex, que se tornaria referência nos anos 60 e 70″.

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09/06/2008 - 07:21h

O fotógrafo Paul Nicklen e o Ártico

Vale dar uma olhada neste especial multimídia (é curto) sobre o fotógrafo Paul Nicklen que um amigo achou no site da revista National Geographic (clique em “Launch Presentation”). Nicklen cresceu na região do Ártico e tem vários trabalhos muito bons realizados na região. (Sugestão do Pedro Herbas).

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09/06/2008 - 06:31h

A vida e a morte dos jornais

No dia 24 de março sugeri neste espaço a leitura do texto de Eric Alterman publicado pela New Yorker sobre “a vida e a morte” dos jornais impressos. Ontem, a Folha de S.Paulo publicou a tradução no caderno Mais!.

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06/06/2008 - 06:20h

“La prensa de papel”

La prensa de papel crece sólo en los países en desarrollo” (”a imprensa escrita cresce apenas nos países em desenvolvimento”.) Ou seja, nós. É esse o título do texto de Juan Varela, do Soitu.es. Um trecho: “Los diarios crecen en América del Sur y Asia. La recuperación económica de Argentina o Brasil impulsó la difusión de los diarios un 7,5 y un 11,8%, respectivamente, mientras Colombia o Paraguay perdían ejemplares.”

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04/06/2008 - 07:10h

Repórter é beijada ao vivo

Vida de repórter: transmitindo ao vivo para a TV, jornalista é surpreendida por um homem beijoqueiro.

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04/06/2008 - 06:37h

Blogs, jornais, etc

Esta sugestão aqui é para jornalistas e estudantes de comunicação: a edição nova da American Journalism Review traz dois textos interessantes:Murky Boundaries - What are the guidelines for the personal blogs of journalists who work for mainstream news organizations?e Bridging the Abyss - Why a lot of newspapers aren’t going to survive“. Fica a dica.

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03/06/2008 - 07:01h

Uma imagem grande, uma notícia

A idéia é simples, óbvia, mas eu ainda não tinha visto nada parecido: o “The Big Picture” é um blog novo do jornal The Boston Globe que publica diariamente galerias de imagens, em tamanho grande, ligadas ao noticiário. Os sites quase nunca dão espaço para fotos grandes. O blog do Globe mostra que o conceito pode funcionar.

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03/06/2008 - 06:47h

A biblioteca no futuro

O ensaio é longo, exige um certo esforço para atravessá-lo, mas eu recomendo para quem gosta de livros, história e tecnologia. O título: “The Library in the New Age” (ou “A Biblioteca na Nova Era”), de Robert Darnton. Foi publicado na mais recente edição da The New York Review of Books. Um dos temas centrais do texto, claro, é o projeto Google Book Search, que tem como objetivo tornar pesquisável uma quantidade gigantesca de livros do mundo.

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29/05/2008 - 07:14h

“Ausência de Malícia”, Pollack e o jornalismo

Nas merecidas homenagens dos jornais ao diretor Sidney Pollack, que morreu esta semana, um filme foi esquecido: “Ausência de Malícia“, de 1981, que certamente merece ser visto ou revisto. O filme é particularmente interessante para quem gosta de jornalismo e acompanha sempre o noticiário. A sinopse é mais ou menos esta: “um executivo honesto, mas membro de uma família de mafiosos, vê sua reputação ser colocada em xeque por um jornal, que publica uma reportagem acusando-o de um crime. Ajudado pela jornalista que escreveu o texto, ele começa uma investigação para descobrir a verdade”. A discussão que o filme coloca é bem atual: a manipulação dos jornalistas - mesmo os mais sérios - pelas suas fontes de informação. No elenco, Paul Newman e Sally Field. Neste link, a crítica publicada pelo New York Times em novembro de 1981 (é grátis, mas pede cadastro). Aqui, um trecho do filme. Aqui, o trailer.

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29/05/2008 - 07:03h

“São Vicente e o Santos de Pelé”

Sugestão de leitura (especialmente para que tem uma relação afetiva com o futebol): o texto “São Vicente e o Santos de Pelé“, de José Miguel Wisnik, publicado pela Piauí. “Ter sido exposto à força e à beleza do futebol da Baixada Santista dos anos 50 e 60, como se ele fosse normal, pode ter provocado danos irreversíveis à minha personalidade”, escreve o autor. Outro trecho que destaco é este aqui: “Ao voltar da Copa de 1970, ao lado do seu carro, num posto de gasolina, cercado de populares para os quais comentava um lance da Copa, Pelé foi abordado por meu amigo Wanderley Sanches. Ele teria aberto espaço entre os curiosos e lhe perguntado com naturalidade: ‘Pode me dizer onde fica a rua Djalma Dutra?’ Além do efeito de desconcertante trivialidade, Wanderley, um gênio maliciosamente (ou deliciosamente) erradio de poeta-filósofo, que aplicava sua metafísica originalíssima ao exame das circunstâncias, queria conferir, segundo ele mesmo, se aquela cabeça vista por milhões ao fazer o primeiro gol da final contra a Itália continha uma certa ‘informação local’. Se a história é verídica ou inventada por ele, não importa, nem a resposta. Ela se basta como a cifra do que vivíamos ali, e como a antevisão de uma experiência nova que mal se prefigurava – o primeiro espasmo da localidade com a globalidade planetária.” Por falar em Jose Miguel Wisnik, ele e a jornalista Patrícia Palumbo discutem hoje (19h), no Centro Cultural Alumni, em São Paulo, a nova linguagem da MPB.

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29/05/2008 - 06:51h

Colunas do Castello na web

Saiu no Jornalistas & Cia: “No próximo domingo (1º/6), data do 15º aniversário da morte de Carlos Castello Branco [foto], estará disponível na web, no endereço www.carloscastellobranco.com.br, a íntegra da sua histórica coluna, que foi leitura obrigatória por mais de três décadas na tradicional página 2 do Jornal do Brasil. São, no total, 7.849 colunas, escritas do início da década de 1960 ao começo dos anos 1990, consideradas referência obrigatória para pesquisadores, jornalistas, estudantes e políticos. Elas podem ser acessadas por um sistema de busca avançada, tanto em ordem cronológica quanto por palavra- chave.”.

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28/05/2008 - 07:41h

Sobre jornalismo digital

Para quem gosta de acompanhar a mídia: desde ontem, o jornalista Jonathan Ladman, responsável pelo “jornalismo digital” do New York Times, está respondendo a perguntas de leitores. Ele já tinha participado desse tipo de ação em 2006.

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28/05/2008 - 06:31h

“Super” coloca na web edições de 2007

A revista Superinteressante atualizou seu arquivo de edições anteriores disponíveis no site. Agora, todas as edições de 2007 podem ser consultadas (bem como toda a coleção, desde 1987). É grátis.

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26/05/2008 - 06:42h

Idéia da China

Editores de uma revista chinesa tiveram uma idéia: fotografar um editorial de moda nas ruínas do recente terremoto. Resultado: fecharam a revista. (Sugestão do Henrique Vilas)

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26/05/2008 - 06:15h

Dez capítulos sobre o mundo do livros

Depois de 10 anos ocupando o cargo, o editor de livros do The Observer, Robert McCrum, resolveu se aposentar. “Quando ele começou, era um mundo de ‘cigarros, café e bebidas fortes’, diz o jornal. “Mas tudo mudou – novos escritores, muito dinheiro, a internet, prêmios lucrativos e festivais literários ajudaram a revolucionar o mundo dos livros”. Neste texto para o jornal em que trabalhou, dividido em dez capítulos curtos, McCrum escreve sobre as mudanças presenciadas por ele.

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23/05/2008 - 06:26h

Vida exposta

Um depoimento que pode interessar a blogueiros em geral, mas principalmente aos que expõem sua vida (ou parte dela) online: Emily Gould, ex-blogueira do Gawker, escreve sobre o que ela ganhou e o que ela perdeu ao escrever sobre sua intimidade na internet. O texto estará nas páginas da revista do New York Times que circula no próximo domingo (foto). Um trecho: “The will to blog is a complicated thing, somewhere between inspiration and compulsion. It can feel almost like a biological impulse. You see something, or an idea occurs to you, and you have to share it with the Internet as soon as possible. What I didn’t realize was that those ideas and that urgency — and the sense of self-importance that made me think anyone would be interested in hearing what went on in my head — could just disappear.”

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22/05/2008 - 11:38h

Otto Lara entrevista Nelson Rodrigues

 

Uma sugestão para o feriado: Otto Lara Resende entrevista Nelson Rodrigues para a TV. Aqui, a parte 2 (em que Nelson teoriza sobre o “cretino fundamental”). Aqui, a 3.

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20/05/2008 - 07:01h

Um guia de opiniões na web

O New York Times divulgou um novo blog: “The Opinionator“. Segundo os autores, Tobin Harshaw and Chris Suellentrop, ambos editores das páginas de opinião do jornal, o blog será um guia “to the wide world of newspaper, magazine and Web opinion”.

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20/05/2008 - 06:17h

Editora de olho nos geeks

Para quem gosta de acompanhar os movimentos da mídia, uma matéria de David Carr sobre a revista Wired e a estratégia digital da editora americana Condé Nast, que anda fazendo investimentos no mundo da tecnologia. As recentes aquisições da editora: os sites Ars Technica (foto) e Webmonkey. “Between the $50 million already invested, and another $50 million that may end up being spent on discreet, small acquisitions, Condé Nast has essentially re-geeked Wired”, escreve Carr.

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16/05/2008 - 08:08h

A vida em um minuto

Neste link, uma linha do tempo “teórica” de eventos que acontecem ao redor do mundo, publicada hoje na página de Opinião do New York Times; é uma compilação de várias fontes de notícias. No site, aparece como galeria de fotos. Acima, um exemplo.

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16/05/2008 - 06:42h

Transparência no jornalismo na web

Para quem acompanha a mídia e o jornalismo: Tim Berners-Lee (foto), considerado o ‘pai’ da web, e Martin Moore, do Media Standards Trust, conseguiram um financiamento de US$ 350 mil para criar um projeto em torno da transparência no jornalismo. O trabalho, que venceu o Knight News Challenge de 2008, é o seguinte: “create a system that would help the public discern ‘fair, accurate and contextual news’ from other online information”. Parece ambicioso. Via Journalism.com.uk.

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16/05/2008 - 06:30h

Um perfil de Milton Hatoum

Muito bom o perfil publicado na Bravo! do escritor Milton Hatoum, escrito pelo jornalista Armando Antenore. Um trecho: “Escrever significa retirar-se do mundo. É uma tarefa penosa, que exige disciplina máxima e lembra o calvário de um vigia noturno. A rua se abre em frente à guarita, mas o coitado não pode deixar o posto. Com freqüência, nem enxerga direito os que passeiam pela calçada. Todos se transformam em sombras. Todos, menos os dois filhos de Milton. João tem 4 anos; Gabriel, apenas 5 meses. A paternidade tardia não raro desconcerta o romancista. João, por exemplo, gosta de espadas. Em casa, entrega uma para o escritor e segura a outra. ‘Eu sou o homem-cobra. Você é o homem-gavião. Vamos lutar!’ E lutam de verdade. O pau come solto, enquanto a guarita do vigia noturno desaba.”

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15/05/2008 - 06:28h

BBC lançará revista para “mentes curiosas”

Saiu no The Guardian:a divisão de revistas da BBC de Londres lançará no mercado americano uma revista para “mentes curiosas” que disputará o mercado com a National Geographic e com outras publicações de ciência e de história natural. O jornal explica: “The 100-page full-colour glossy, BBC Knowledge Magazine, will publish six times a year from August and use content from UK titles BBC History Magazine, BBC Wildlife Magazine and popular science publication Focus.” Leia a matéria completa.

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14/05/2008 - 07:58h

324 internautas fazem conteúdo de revista

A edição de junho da revista Budget Travel foi inteiramente feita por “colaboradores-internautas” (no total, 324 pessoas participaram da tarefa). Segundo informa a revista Folio, a utilização de conteúdo de leitores na confecção de revistas já aparece há anos nas conversas entre jornalistas, mas a maioria sempre relutou em abrir suas páginas para uma novidade como essa. No caso da Budget Travel, eles foram radicais: praticamente todos os textos e todas as fotos foram feitos por colaboradores/leitores. “Apenas a seção ‘40 best deals’ foi escrita pela redação”, diz o texto da Folio. Neste link, o site da Budget.

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13/05/2008 - 07:50h

Dez anos sem Frank Sinatra

Uma efeméride lembrada na seção de cultura do Wall Street Journal de hoje: o dia 14 de maio, amanhã, marca o décimo aniversário da morte do cantor Frank Sinatra. O autor da matéria destaca alguns lançamentos que coincidem mais ou menos com a data: o CD “Nothing but the Best” (Reprise), com 22 músicas (foto), que chega às lojas hoje; cinco conjuntos de DVDs da Warner Home Video com 22 filmes de Sinatra; e uma versão atualizada do livro editado pela Life, “Remembering Sinatra” que traz fotos e o famoso texto do jornalista Gay Talese, publicado em 1966, ”Frank Sinatra Está Resfriado” – presente no livro “Fama & Anonimato”, lançado no Brasil pela Companhia das Letras. No Los Angeles Times, outra reportagem foca no novo acordo entre a família Sinatra e a Warner Music Group Corp. De minha parte, pesquei 3 vídeos dele no YouTube: 1, 2 e 3.

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12/05/2008 - 08:04h

Obcecado por Charlie Parker

Na New Yorker que chega às bancas hoje, o editor-chefe, David Remnick, escreveu um perfil de Phil Schaap, apresentador — há 27 anos — de um programa matinal diário sobre o saxofonista Charlie Parker. “In the capital of jazz”, escreve Remnick, “he is its most passionate and voluble fan. He is the Bill James of his field, a master of history, hierarchies, personalities, anecdote, relics, dates, and events; but he is also a guardian, for, unlike baseball, jazz and the musicians who play it are endangered. Jazz today is responsible for only around three per cent of music sales in the United States, and what even that small slice contains is highly questionable. Among the current top sellers on Amazon in the jazz category are easy-listening acts like Kenny G and Michael Bublé.” Leia “Bird-watcher — Thinking about Charlie Parker, every day“. Neste link, mais um vídeo: Parker e Dizzy Gillespie.

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08/05/2008 - 07:41h

Um site de notícias

Para quem não conhece: o Newsmap é um site de notícias com um layout interessante. Só isso. Eu ainda prefiro o modelo tradicional, tipo Google Notícias, mas acho que é uma questão de gosto.

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05/05/2008 - 07:55h

Quanto pelas fotos do bebê?

No New York Times de hoje, uma matéria sobre jornalismo de celebridades. “How Much for Those Baby Photos?“, pergunta o título da reportagem de Richard Pérez-Peña. O texto começa assim, numa tradução livre e mambembe: “Há não muito tempo, quando uma revista pagava para uma celebridade mais do que uma pessoa ganha numa vida para conseguir umas fotos, críticos de mídia questionavam tanto a ética da publicação quanto a da celebridade. Isso é tão passé. Fazer um cheque enorme pelas fotos e por uma entrevista tornou-se rotina para publicações como People e OK!. Então, a melhor pergunta é, vale a pena?” E a pergunta para os editores, no original: “Can a few snapshots of a baby or a bride, accompanied by a fawning article, really be worth millions of dollars?”.

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30/04/2008 - 06:30h

Sobre sacos plásticos e jornais

Um tema de sustentabilidade que pode interessar aos jornais brasileiros (aos de São Paulo, com certeza): por que entregar o jornal diário em sacolas plásticas mesmo em dias ensolarados? Essa pergunta foi enviada por uma leitora à redação do The Hartford Courant. A “ombudswoman” tratou do assunto. E o gerente de operações diz que os leitores podem ligar para o jornal para pedir exemplares sem sacolas. “Mas eles podem molhar”.

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24/04/2008 - 06:23h

A missão da "Wired"

Neste link, uma pequena matéria sobre a revista Wired e seu editor, Chris Anderson. Um trecho que fala sobre a missão da revista: “‘The mission of this magazine is the same as it was in 1993 when it was founded,’ he told me. ‘We’re NOT about technology — we’re about how technology is changing the world.’ He explained that Wired has two objectives for all of its stories: ‘Amaze us, and tell us something we’ve never seen before, in a way we’ve never seen before.’”

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22/04/2008 - 06:34h

As capas clássicas da "Esquire" no Moma

O Museu de Arte Moderna de Nova York inaugura, no dia 25, uma exposição de capas da revista Esquire que foram desenhadas/criadas por George Lois. Durante uma década, de 1962 a 1972, Lois “mudou a cara do design de revistas com suas 92 capas”, diz o texto do Moma. “Lois exploited the communicative power of the mass-circulated front page to stimulate and provoke the public into debate, pressing Americans to confront controversial issues like racism, feminism, and the Vietnam War. Viewed as a collection, the covers serve as a visual timeline and a window onto the turbulent events of the 1960s.” Aproveito o tema para sugerir uma matéria do meu baú. Saiu no começo do ano passado, na Vanity Fair: “The Esquire Decade“, escrita por Frank DiGiacomo. “With the editorial genius of Harold Hayes and the visual punch of George Lois’s covers, Esquire nailed the 60s. Hearing from New Journalism stars such as Tom Wolfe and Gay Talese, Frank DiGiacomo relives the second coming of the American magazine.” Se você perdeu, vale a pena. Aqui, uma coleção de capas de George Lois.

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22/04/2008 - 06:15h

Para novo ombudsman da "Folha de S.Paulo", "cidadão-repórter" é demagogia

Como saiu no meio do feriado, muita gente não leu a entrevista com o novo ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva. Deixo aqui uma cópia da conversa. Um trecho: “A internet trouxe mais participação dos leitores. Você vê futuro nessas experiências que usam o leitor como provedor de conteúdo? Sou bastante cético com relação a isso. Essa suposta democratização da internet, que permitiria ao cidadão ser repórter, é muita demagogia. O público precisa de informação apurada com rigor, com método. Só algumas pessoas, que têm jeito e experiência, conseguem fazer isso.”

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18/04/2008 - 07:45h

"Time" verde