Arquivo de ‘cultura’ Categoria
18/08/2008 - 08:03h
O destino dos “papéis de Kafka”
Qual será o destino dos documentos de Franz Kafka, que foram levados para Tel Aviv por seu amigo, Max Broad, em 1939? Quando Broad morreu, sua secretária, Esther Hoffe, herdou a tarefa de cuidar dos papéis (e fez isso por quase 40 anos). Hoffe faleceu no ano passado, aos 101 anos, e deixou o espólio nas mãos da filha. Será que finalmente ela dividirá o material com o mundo? O New York Times conta a história toda nesta reportagem publicada hoje.
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15/08/2008 - 10:03h
Velejando solitário ao redor do mundo
Aos 16 anos, Zac Sunderland (foto) está tentando se tornar o mais jovem marinheiro a realizar uma navegação solitária ao redor do mundo, informa esta reportagem publicada pelo Los Angeles Times. A viagem começou há dois meses. Aproveito o gancho para sugerir a leitura do livro “Velejando Solitário ao Redor do Mundo“, de Joshua Slocum, o primeiro homem a realizar esse tipo de viagem, em 1898. O livro é considerado um clássico da literatura marítima. Escreve Eduardo Bueno no prefácio: “Felizmente hoje, esse ‘equivalente náutico do Walden de Thoreau’ é reconhecido não apenas como um clássico da literatura marítima mas também como uma obra extraordinariamente poética, singela, profunda e direta. E seu autor, como o próprio Thoreau (…) não é considerado somente um ousado marinheiro que realizou uma viagem heróica, mas o exemplo genuíno de um homem que suplantou todas as dificuldades com a disposição de seguir sua voz interior. E por isso permanecerá sendo um fiel companheiro de viagem para todos aqueles que se recusam a viver de acordo com as regras estabelecidas indistintamente ‘para os sábios e para os tolos’”. O livro parece estar fora de catálogo (alguém deveria editá-lo novamente), mas sempre há a versão original.
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12/08/2008 - 07:07h
Quando Dilma Roussef era a “Dilminha”
Muito bom o texto de Humberto Werneck publicado no Estadão de domingo. O jornalista mineiro lembra de sua adolescência, quando freqüentava os bailes em Belo Horizonte com a turma de amigos. Uma das garotas presentes era a “Dilminha”, a hoje ministra Dilma Roussef. Um trecho: “Dizia a dona Wanda: não dance apenas com as bonitinhas, meu filho; tire também as feinhas, porque elas muitas vezes têm encantos insuspeitados. Vou me desmentir: dancei, sim, com meninas que não eram bonitinhas, sendo que algumas eram feias, e até minuciosamente feias, o que não as impedia de portar encantos escondidos, não necessariamente sob os recatados vestidos da época. A Dilminha, perdão, a ministra e presidenciável Dilma Rousseff, não era feia, justiça lhe seja feita, embora a alguns de nós, os frangotes da turma do bairro São Pedro, seu rosto, com aqueles dentinhos, sugerisse um esquilo, sim, um daqueles esquilos que a gente tinha visto nos desenhos de Walt Disney nas matinês do Cine Tupi. Nossa possível futura presidente, então simplesmente Dilminha, em seu simpático esquilismo, não era, repito, feia. Estava mais para bonitinha. Mesmo porque, lembra o meu amigo Jaime Prado Gouvêa, esquilo não é marmota, e, entre os roedores de Brasília, até que faz boa figura.”
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06/08/2008 - 07:40h
Histórias sobre o design de livros
Acho que os designers vão gostar desta dica: este link aqui dá acesso a uma página com “histórias sobre o design de livros”, mais especificamente de livros modernistas alemães e suíços de 1925 até 1965, mais ou menos. É um rico acervo que traz exemplos de tipografia e de artes gráficas bastante interessantes. Podem, claro, ser usados como referências em trabalhos futuros. Aqui, o índice da coleção (clique nos números para ver a história de cada um dos livros). Acima, três exemplos (1, 2 e 3).
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05/08/2008 - 06:40h
Adivinhe de onde é o sotaque
Um passatempo divertido do Language Trainers para quem estuda inglês: adivinhar a procedência do sotaque de pessoas que aparecem em vídeos lendo trechos do poema “If”, de Rudyard Kipling. É bacana e instrutivo. Tente (entre e clique em “test your skills”).
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04/08/2008 - 07:38h
Lendo as 21730 páginas do dicionário
No suplemento de livros do New York Times, o escritor Nicholson Baker escreve a resenha do livro “Reading the OED: One Man, One Year, 21730 pages” (foto), de Ammon Shea. A idéia do livro é interessante: OED é a sigla para “Oxford English Dictionary” ou o “Monte Everest dos amantes das palavras”, como diz uma descrição da Amazon. O autor leu o dicionário todo de uma vez só (são 20 volumes), em um ano, e escreveu sobre a experiência (como a de se deparar com palavras que ele nem sabia que existiam). Em seu texto sobre o livro, Baker afirma que a obra de Shea é o “Super Size Me” dos dicionaristas. “Poderia um homem ler, durante um ano, 59 milhões de palavras consecutivas — o equivalente a um romance de John Grisham por dia — de “prosa” de definições?”, pergunta Baker. Taí um livro curioso.
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03/08/2008 - 15:44h
“Crazy English”, o método
A Folha de hoje publicou uma matéria sobre Li Yang, o “mais popular professor de inglês da China”. A revista New Yorker já tinha feito uma reportagem sobre ele no mês de abril.
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28/07/2008 - 06:49h
O futuro da leitura: impresso versus digital
O New York Times começou a publicar, em sua edição de ontem, uma série de reportagens sobre “O futuro da leitura” (ou como eles mesmos chamaram, a batalha entre o “digital” e o “impresso”). A idéia é mostrar como a internet e outras “forças tecnológicas e sociais” estão mudando a maneira das pessoas lerem. A primeira matéria focou no comportamento dos adolescentes americanos e no “debate passional sobre o que significa ler na era digital”. Enquanto alguns argumentam que as horas gastas na frente de um computador, navegando na internet, são as inimigas da leitura — prejudicando a alfabetização e destruindo uma “valiosa cultura comum” que existe apenas por meio da leitura de livros, outros dizem que a internet criou uma nova forma de leitura, um tipo que as escolas e a sociedade não devem desprezar. A web pode, por exemplo, inspirar adolescentes que estariam gastando tempo na frente da TV, parados, a ler e a escrever, segundo mostra o texto. “Ler numa página impresa e na internet é diferente. No papel, um texto tem um começo, um meio e um fim pré-determinado, em que leitores focam por um período de tempo na visão de um autor. Na internet, os leitores passeiam pelo cyberspace à vontade, compondo seu próprios começos, meios e fins”. Um infográfico mostra as capacidades desses “novos leitores”, segundo alguns pesquisadores.
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23/07/2008 - 07:17h
A arte dos filmes caseiros
Em 1974, como parte do programa Family Folklore do Festival of American Folklife, o Smithsonian Institution pediu que famílias levassem alguns de seus filmes caseiros para que partes deles fossem copiadas para um documentário. Mais de 100 famílias responderam ao pedido, levando seus filmes em 16 mm e 8mm. O resultado foi o documentário “Home Movie: An American Folk”, de Ernst Star, na época um estudante de cinema da Temple University, e Steve Zeitlin, estudante de folclore da University of Pennsylvania. “Filmes caseiros não são uma amostra aleatória do nosso passado, mas uma idealização baseada naquilo que escolhemos preservar e lembrar”, diz um dos diretores. É, claro, uma forma de arte, um comentário sobre a vida familiar de uma determinada época. Por que registrar certos momentos e outros não? O filme, de cerca de 20 minutos, pode ser visto aqui (clique em Play Mpeg-4 Film). Se preferir, tem um trailer no YouTube (acima).
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22/07/2008 - 09:26h
Exposição foca em “pararazzi” clássicos
O New York Times de hoje fez uma matéria sobre a exposição “Pigozzi and the Paparazzi“, que está em cartaz na Helmut Newton Foundation, em Berlim. São cerca de 350 fotos que mostram, segundos os curadores, “os precursores e as figuras centrais do período ‘clássico’ da fotografia paparazzi”, ou da fotografia de celebridades, como também ficou conhecida. É um “comentário visual a respeito da evolução desse fenômeno”, diz o texto dos organizadores. Neste link, uma galeria de fotos disponibilizada pela Helmut Foundation; neste outro aqui, a galeria feita pelo jornal. Acima, Marlon Brando e Ron Galella em Nova York, 1974.
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15/07/2008 - 06:35h
A arte de entender a mente musical dos bebês
“Nas últimas semanas, tenho falado com especialistas para aprender a respeito das novas fronteiras de pesquisas sobre música, e tenho feito algumas experiências, ajudado pelo meu filho, Jonah. Os resultados sugerem tanto que os bebês têm muito mais juízo musical do que pensamos, quanto que a música que tocamos para eles pode ser exatamente o que eles não precisam estar escutando”. Essa é uma tradução bem livre de um trecho de uma interessante reportagem publicada pelo Boston Globe (e que poderia ser traduzida por algum jornal para o português, porque é um assunto que dá leitura). A questão central é a seguinte: que tipo de música devemos tocar para os bebês ouvirem? E em que pé estão as pesquisas sobre o tema? Um das dicas vem de um especialista canadense: “(…) presumivelmente, se você expõe um bebê a um monte de ritmos complexos, você pode fazer que com ele fique mais sensível a esses ritmos”. Na foto, um bebê sendo estudado no Auditory Development Lab da McMaster University, onde um trabalho indicou que a maneira como os adultos balançam as crianças afeta a preferência deles por marchas ou valsas.
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07/07/2008 - 07:04h
As viagens de Kafka
Para quem gosta de Franz Kafka, recomendo uma olhada no site “Viagens de Franz Kafka“, uma espécie de diário fotográfico que apresenta imagens de lugares por onde o escritor passou. É um projeto do fotógrafo Jan Jindra. Na sexta-feira, comemorou-se o aniversário de 125 anos do autor de “Um artista da fome”. Aqui, um texto sobre o tradutor de Kafka para o português, Modesto Carone. E para começar bem a segunda-feira, o trecho de abertura de “A Metamorfose”, na tradução de Carone: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.
– O que aconteceu comigo? — pensou.”
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03/07/2008 - 07:30h
A Eternidade no Orkut
O ótimo texto abaixo, de Fabio Danesi Rossi, foi publicado numa edição da Bravo de 2006, época em que eu trabalhava na revista. Fabio conta em seu blog que o Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas usou o artigo como base para a prova de língua portuguesa. É uma boa razão para postá-lo por aqui. (Para ilustrar o post, um trabalho do artista plástico Maurizio Cattelan).
A Eternidade no Orkut
“Gosto que me leiam e saibam o que acho das coisas. É uma forma de existir”, escreveu o Paulo Francis num passado (não) muito distante. Já num presente exageradamente próximo, há quem possa dizer: “Gosto que vejam minhas fotos de biquíni, que leiam minhas conversas particulares e que saibam minhas preferências culinárias e sexuais. Ter uma página no Orkut é uma forma de existir”.
Pois é, meus caros, caríssimos amigos. Lembram da expressão “minha vida é um livro aberto”? Não passa de objeto de arqueologia lingüística. Hoje, a vida é uma página aberta do Orkut. E pelo andar da carruagem (ou do trem de levitação magnética, para sermos mais modernos), em breve a intimidade deixará de ser uma coisa, digamos assim, íntima. “Tenho que conversar com você, minha querida, mas não sei se aqui é o lugar ideal. Estamos só nós dois.”
Nada disso me espanta ou incomoda. Tenho lá meu lado voyeur e o meu lado exibicionista – ambos, ainda bem, devidamente confinados dentro de estreitos limites saudáveis (um pouquinho mais estreitos que o Marco Maciel, para sermos mais exatos). O que me espanta e incomoda é que não só a vida é uma página aberta do Orkut, mas a morte também. Com o Orkut, o sujeito não tem mais direito ao descanso eterno – fica lá sorrindo para sempre no álbum de retrato, em cima de legendas como “eu zuando com o óculos da Patty, iláááááriio, huahuahua!!!”. É terrível.
Mas o pior talvez sejam os “scraps”, ou recados públicos que as pessoas deixam umas para as outras. Basta bater as botas para se receber uma enxurrada deles. É como se o morto pudesse ler, como se ele não estivesse realmente morto… “Muitas saudades, meu amor”. “Fique bem onde quer que você esteja”. “Até logo” (é verdade, juro que uma vez vi um “até logo”). Sem falar dos desavisados que aparecem no meio: “E aí, beleza? Ainda tá na facu? Dê um sinal de vida. Abs!”.
Até que de repente, não mais que de repente, a página de recados começa a ser soterrada por spams, esses vermes virtuais, e as mensagens de dor e saudade desaparecem sob o peso diabólico de propagandas do LIVERJOYCE (assim mesmo, em maiúsculas – “VC EMAGRECE DORMINDO”) e da Festa da Ressaca no Tupana Café (antigo Guaricanga de Albuquerque, como eles fazem questão de deixar claro).
Terrível, terrível. Vários amigos meus já me deram suas senhas, implorando: “Olha, se eu morrer, você entra lá e apaga tudo. TUDO! Não deixa aquela página lá!”. É estranho ter o poder de vida e morte sobre as pessoas no Orkut – talvez nem Deus himself tenha esse poder. Na primeira vez que me deram uma senha, eu perguntei: “Se você morrer, que importa aquela página? Você vai estar morto! Como você pode se preocupar com uma coisa dessas?”. Meu amigo balançou a cabeça negativamente, como se eu não entendesse nada de nada, e respondeu: “E se eu ficar preso lá dentro, hein? Já pensou nisso? Passar a eternidade no Orkut? Vagando eternamente pelas comunidades “Eu odeio a Gabriela Duarte” e “Tenho Mania de Limpeza Como a Monica do Friends”? Hein, hein? Mil vezes o inferno!”. Tive que concordar com ele. Ficar preso no Orkut deve ser pior do que ficar preso na Zona Fantasma, aquele espelho que viaja pelo espaço carregando os vilões mais cruéis do planeta do Super-Homem (uma espécie de Bangu III no formato do Marco Maciel – me perdoem, não sei por que estou com o Marco Maciel na cabeça).
Mas se meus amigos morrerem antes de mim (o que não desejo, embora sem muita convicção), vou mesmo é responder cada um dos “scraps” como se eu fosse o morto: “Agora você está com saudades, né, sua vadia!”. Ou: “Paraíso tem acento, ô animal.” Ou ainda: “Não se preocupe. Em breve você estará por aqui também. Muito, mas muito mais em breve do que você imagina”.
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30/06/2008 - 06:17h
Palestras do TED: as dez mais
O TED colocou no ar uma lista com links para as suas 10 palestras mais importantes (ou mais bacanas, na opinião dos responsáveis pelo site), todas disponíveis na web. De todas, só tinha visto a do professor Hans Rosling, que apresenta dados sobre os chamados países em desenvolvimento de um jeito bem interessante. Vale olhar.
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26/06/2008 - 06:23h
Um guia para ter cultura
Do meu baú de textos, um de Paulo Francis que foi publicado pelo Estadão em 30 de maio de 1991: “Um guia para ter cultura - Uma bibliografia básica para quem quer compreender a aventura da humanidade“. Se minha memória não falha, foi encomendado para ser veiculado no suplemento que se destinava aos vestibulandos. Deixo um trecho: “Educação era a transmissão de um acúmulo de conhecimentos. Hoje, é uma adulação da juventude, que supostamente deve fazer o que bem entende, estar na sua, como dizem, e o resultado é que os reitores de universidades sugerem que não haja mais nota mínima de admissão, que se deixe entrar quem tiver nota menos baixa. Deve haver exceções, caso contrário o mundo civilizado acabaria, mas a crise é real, denunciada por gente como o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e por intelectuais como Alan Bloom, que consideram a universidade perdida nos EUA. No Brasil, houve a Reforma Passarinho nos anos 60. A ditadura militar tinha o mesmo vício da esquerda. Queria ser popular. Era populista. Quis facilitar o acesso universitário ao povo, como resa o catecismo populista. Ameaça generalizar o analfabetismo.”
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18/06/2008 - 07:33h
As 100 melhores lojas de Londres
Para quem tem uma viagem marcada para Londres e gosta de consumir, esta lista publicada pela Time Out pode interessar: “London’s 100 Best Shops“. Tem categorias para todos os gostos: livrarias, “fashion boutiques“, roupas vintage, saúde e beleza, etc.
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17/06/2008 - 06:33h
A internet e o nosso cérebro
Uma boa reflexão de Nicholas Carr, publicada na edição de julho/agosto (edição de “idéias”) da The Atlantic: “Is Google Making Us Stupid?“. Vale a pena para quem gosta de tecnologia e de cultura. Depois de escrever sobre as vantagens que a internet trouxe, o autor afirma que ela também foi a responsável por fragmentar a sua capacidade de concentração e de contemplação. “Antes eu era um mergulhador num oceano de palavras. Agora eu passo rapidamente pela superfície como um cara num jet ski”, escreve. Um tema bem contemporâneo. Carr é autor do livro “The Big Switch: Rewiring the World, From Edison to Google“.
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16/06/2008 - 19:13h
“Três orelhas e três chifradas”
Textos jornalísticos sobre touradas são sempre estranhos para nós. Este aqui está na home do El País: “José Tomás corta tres orejas en una tarde épica pero termina herido de gravedad” (José Tomás corta três orelhas em uma tarde épica mas acaba gravamente ferido”). A chamada linca para este vídeo.
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13/06/2008 - 08:17h
Como estaremos daqui a um milhão anos?
Um grupo de escritores bem variado tenta responder à seguinte pergunta: como estaremos daqui a um milhão de anos? É esse o assunto do livro “Year Million“, uma coleção de ensaios editada pelo australiano Damien Broderick, que o Wall Street Journal destaca hoje na sua seção de cultura. Os quatorze autores incluídos na coletânea atuam em áreas bem diferentes como economia, física, medicina, matemática, ciência da computação e ficcção científica, o que torna a obra bem interessante. Alguma editora brasileira poderia lançar por aqui. Neste link (PDF), dá para folhear um trecho.
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10/06/2008 - 06:52h
Um conversa com John Updike
Sugestão de leitura: na edição de maio/junho da revista Humanities, uma entrevista em tom de conversa muito boa com o escritor americano John Updike, autor da tetralogia formada pelos romances “Coelho Corre”, “Coelho em Crise”, “Coelho Cresce” e “Coelho Cai”, entre outros.
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10/06/2008 - 06:20h
A Larousse e o mundo 2.0
Sugestão da Mariana Nobre: “Parece que a Larousse vai tentar competir com a Wikipedia. Eles deram livre acesso ao seu conteúdo enciclopédico e os usuários ainda podem contribuir”. O conteúdo, claro, é em francês. A diferença, segundo esta nota, é que, ao contrário da Wikipedia, os colaboradores da Larousse.fr são identificados. Aqui, um texto um pouco maior, do Independent.
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09/06/2008 - 08:01h
Escritores fazem “trailers” de livros
No Wall Street Journal, uma reportagem sobre a nova tática de marketing da indústria do livro nos Estados Unidos: um número crescente de escritores está produzindo (e estrelando) vídeos dirigidos ao público que acessa o YouTube, como forma de tentar melhorar a divulgação de suas obras, atingindo um novo mercado. Muitos autores, obrigados a participar da novidade por suas editoras, não gostaram. Em alguns casos, diretores famosos foram chamados para ajudar: segundo o texto, Afonso Cuarón concordou em dirigir o “trailer” do novo livro de Naomi Klein, “The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism”. Recebeu um dinheiro da verba alocada para divulgação pela editora Penguin, claro. Outro caso: o escritor Chuck Palahniuk “entrevista” a personagem principal de seu novo livro, “Snuff”.
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03/06/2008 - 06:47h
A biblioteca no futuro
O ensaio é longo, exige um certo esforço para atravessá-lo, mas eu recomendo para quem gosta de livros, história e tecnologia. O título: “The Library in the New Age” (ou “A Biblioteca na Nova Era”), de Robert Darnton. Foi publicado na mais recente edição da The New York Review of Books. Um dos temas centrais do texto, claro, é o projeto Google Book Search, que tem como objetivo tornar pesquisável uma quantidade gigantesca de livros do mundo.
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30/05/2008 - 07:50h
Choque de culturas: futebol x elite da arte
Boa sacada do Wall Sreet Journal de hoje: uma reportagem sobre o “choque cultural” que já está ocorrendo na cidade de Basel, na Suíça. Explica-se: na terça-feira começa por lá uma das mais prestigiadas feiras de arte contemporânea do mundo, a Art Basel. “Pelo menos 55 mil pessoas são esperadas”, informa o texto. Na mesma semana, um grupo ainda maior de pessoas (160 mil, mais ou menos) é esperado para prestigiar a Eurocopa, o campeonato europeu de futebol, que começa no sábado. É a turma das artes plásticas disputando os mesmos hotéis, restaurantes e até áreas da cidade com a turma do futebol. Como tudo acaba em dinheiro, algumas empresas estão aproveitando a ocasião estranha: a Nike vai organizar uma competição de “arte pública” chamada “The Art of Football” e a Audi, marca que costuma apoiar feiras de arte, planeja realizar um torneio de futebol de salão. A cidade, ao que parece, vai ferver. Neste link, algumas obras que serão vendidas na feira, como a da foto acima, ”One-way colour tunnel”, de Olafur Eliassun.
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27/05/2008 - 07:07h
Os sonetos de Shakespeare
No site shakespeares-sonnets.com você encontra todos os sonetos de Shakespeare, sempre acompanhados de comentários explicativos.
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26/05/2008 - 06:15h
Dez capítulos sobre o mundo do livros
Depois de 10 anos ocupando o cargo, o editor de livros do The Observer, Robert McCrum, resolveu se aposentar. “Quando ele começou, era um mundo de ‘cigarros, café e bebidas fortes’, diz o jornal. “Mas tudo mudou – novos escritores, muito dinheiro, a internet, prêmios lucrativos e festivais literários ajudaram a revolucionar o mundo dos livros”. Neste texto para o jornal em que trabalhou, dividido em dez capítulos curtos, McCrum escreve sobre as mudanças presenciadas por ele.
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25/05/2008 - 16:36h
“Não me arrependo de nada”
No Independent de hoje, uma longa entrevista com o escritor Gore Vidal.
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21/05/2008 - 07:36h
“8 Melhores Não-Wikipedia Pedias”
Na Wired de junho, uma pequena lista na página 52: “8 Best Non-Wikipedia Pedias“. Alguns exemplos: Lostpedia (a enciclopédia do seriado Lost); Uncyclopedia (um site paródia inspirado em falsos verbetes da Wikipedia); Chickipedia (”The Wiki of Hot Women”); Wookipedia (para fãs de Guerra nas Estrelas).
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11/05/2008 - 11:11h
"Antes de ser feliz, prefiro ser inquieto"
Para quem não leu, recomendo a entrevista de Umberto Eco que saiu hoje na Folha de S.Paulo. Havia sido publicada originalmente no El País. Um trecho: “Não acredito na felicidade — estou lhe dizendo a verdade. Acredito apenas na inquietude. Ou seja, nunca estou feliz por completo –sempre preciso fazer outra coisa. Mas admito que na vida existem felicidades que duram dez segundos ou meia hora, como quando nasceu meu primeiro filho — naquele instante, eu estava feliz. Mas são momentos muito breves. Alguém que é feliz a vida toda é um cretino. Por isso, antes de ser feliz, prefiro ser inquieto. “
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07/05/2008 - 07:17h
Honoré Daumier na web
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06/05/2008 - 07:35h
Shakespeare, o pensador
Na The New Republic, uma resenha de três livros recém lançados sobre Shakespeare e filosofia: “Shakespeare the Thinker”, de A.D. Nuttall (Yale University Press); “Shakespeare’s Philosophy: Discovering the Meaning Behind the Plays”, de Colin McGinn (Harper Perennial); e “Double “Vision: Moral Philosophy and Shakespearean Drama”, de Tzachi Zamir (Princeton University Press). Entre outras coisas, o texto discute a relação entre filosofia e literatura. Leia “Stages of Thought“.
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05/05/2008 - 07:28h
Uma coleção de manuscritos
O Digital Scriptorium, da Columbia University, é um arquivo de imagens de manuscritos medievais e renascentistas provenientes de várias fontes. É uma ferramenta interessante para alunos, professores e para quem mais se interessar por história. Designers e apreciadores de arte também podem gostar. “It bridges the gap between a diverse user community and the limited resources of libraries by means of sample imaging and extensive rather than intensive cataloguing”, explicam os organizadores. A seção de highlights é um bom começo para quem quer dar apenas uma olhada.
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30/04/2008 - 06:50h
"Vocabulário portuguez e latino" na web
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29/04/2008 - 07:30h
50 livros cult
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25/04/2008 - 07:48h
Shakespeare para todos
Saiu na Slate: “Shakespeare for Everyone — The most interesting books, movies, and Web sites related to the Bard.” É um bom roteiro. O autor sugere, por exemplo, a caixa de filmes de Laurence Olivier (”Henrique IV”, “Hamlet” e “Ricardo III”).
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23/04/2008 - 08:50h
Um pedaço da Wikipedia em papel
O New York Times de hoje informa que a Bertelsmann, uma das principais editoras alemãs, está produzindo uma versão impressa da Wikipedia, que trará uma coletânea de artigos da enciclopédia virtual. O título do livro será The “One-Volume Wikipedia Encyclopedia” e será vendido por 19,95 euros, a partir de setembro. “Yet Bertelsmann says the project should not be judged as a re-creation in book form of what appears online, but rather as an attempt to harness the collective wisdom of Wikipedia’s users. ‘Most of the key words are related to current discussions,’ Dr. Varnhorn said, whether the subject is the French first lady, Carla Sarkozy, ‘or a German best seller, a successful TV show or new electronic products — all key words you normally don’t find in a traditional encyclopedia.’”A editora diz que uma equipe de 10 pessoas está resumindo e checando o material encontrado online. Leia a matéria aqui.
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23/04/2008 - 08:19h
A jornada de Hitchens
O escritor e jornalista Christopher Hitchens é tema de capa da mais recente edição da Prospect. “De agitador de 1968 a firme defensor da guerra do Iraque de George Bush - o que explica a jornada política de Hitchens? Eu passei três dias com ele em Washington tentando descobrir”, diz o autor do texto, Alexander Linklater. Leia a matéria aqui.
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22/04/2008 - 09:58h
Maio, 40 anos atrás
Neste link multimídia do Guardian, dá para fazer um “tour interativo” pelos lugares que marcaram os protestos dos estudantes parisienses em maio de 68. Faz parte deste especial sobre a efeméride, publicado pelo jornal.
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22/04/2008 - 09:01h
Iconografia soviética
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22/04/2008 - 06:46h
"Crazy English", o método
Na New Yorker desta semana, uma matéria sobre Li Yang (foto), fundador e principal professor do “Li Yang Crazy English”, e o homem encarregado de ensinar inglês ao maior número de voluntários chineses possível, antes da Olimpíada começar. Leia aqui “Crazy English — The national scramble to learn a new language before the Olympics.” “Conquer English to Make China Stronger!” é uma frase motivacional de Li.
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18/04/2008 - 07:33h
"A arte perdida de escrever sobre arte"
Hoje, no Wall Street Journal, foi a vez do editor de cultura, Eric Gibson, escrever sobre os textos impenetráveis dos catálogos de arte contemporânea — pegando como exemplo os que foram escritos para a Bienal do Whitney. Leia “The Lost Art of Writing About Art“. Num post recente, “O jargão da artes plásticas“, o mesmo tema.
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17/04/2008 - 06:44h
"Uma palestina em Mogi"
Uma sugestão de leitura: o diário da palestina Ayeda Rajai Nasri Ama, de 26 anos, mulher que faz parte do grupo de 107 refugiados que deixaram o Iraque e, em setembro, foram reassentados no Brasil. Ayeda e sua família foram parar em Mogi das Cruzes, São Paulo. “A aclimatação de Ayeda em Mogi vai da curiosidade ao receio, do prosaico ao profundo”, escreve o editor da Piauí, revista que publicou o texto. Leia aqui “Uma Palestina em Mogi“.
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15/04/2008 - 07:15h
O que aprendemos
Uma sugestão de leitura: o historiador britânico Tony Judt, num texto publicado na edição de maio da The New York Review of Books, questiona se nós esquecemos as lições do século 20. Leia aqui “What Have We Learned, If Anything?“. Judt é autor de “Pós-Guerra — Uma História da Europa desde 1945“, lançado no Brasil pela editora Objetiva.
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14/04/2008 - 07:47h
O fim da crítica
Boa matéria do Los Angeles Times. Pode inspirar uma reflexão. “The end of the critic? — There was a time when they were our arbiters of culture. Those days are gone.” Na foto, Pauline Kael, que foi crítica de cinema da New Yorker. Segundo a matéria, os críticos de hoje não têm mais a influência que ela teve. No começo deste mês sugeri aqui um texto que dizia que os críticos de cinema são “uma espécie em extinção” ( ao menos na mídia impressa).
Enviado por Ricardo Lombardi
14/04/2008 - 07:30h
Um amor pela Wikipedia
O Guardian encomendou um artigo ao escritor Nicholson Baker (foto) sobre a Wikipedia. Ficou bom. Leia aqui o texto “How I fell in love with Wikipedia“. A chamada do jornal ficou assim: “It’s free, boasts 2.2m articles and is available in 250 languages - no wonder the online encyclopedia is one of the most popular sites on the internet. Its open-content policy - allowing anyone to edit its entries - attracts fans and vandals, but, says the author Nicholson Baker, that’s precisely what makes it such fun. He explains how he began editing entries - and soon developed an advanced Wikipedia dependency”.
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11/04/2008 - 08:15h
O estilo francês de dançar
O Wall Street Journal de hoje publicou uma matéria sobre um novo estilo de dança criado pela juventude francesa, o “Tecktonik”. Leia aqui. A reportagem também traz um vídeo feito num clube de Paris, em que o “co-fundador” do movimento dá uma entrevista. Se você digitar “Tecktonik” no YouTube acha vídeos mais didáticos, como este aqui. Ou este aqui.
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11/04/2008 - 08:01h
A biblioteca perfeita
O Daily Telegraph fez uma lista de livros que formam, segundo os editores, a “biblioteca perfeita”. O bacana é que eles inovam na classificação: além dos “clássicos” e coisa e tal, eles incluem livros de ficção científica, policiais, títulos para crianças, etc. Vale dar uma olhada, é um bom ponto de partida. Leia aqui.
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11/04/2008 - 07:40h
O mundo de Julio Verne

Uma dica para quem gosta de ilustrações: o site do The Smithsonian’s Jules Verne Centennial tem uma coleção imagens escaneadas de edições antigas de obras de Julio Verne.
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10/04/2008 - 07:17h
A gente não quer só comida

Quais são os países que gastam mais com cultura e lazer? Um gráfico da “Economist“.
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07/04/2008 - 06:17h
Parada japonesa
Já ouviu falar do Festival Kanawara, no Japão? É uma espécie de festa de rua em que se celebra a fertilidade e coisa e tal (bom, parece que é isso), e o pessoal carrega uma reprodução de um pênis gigante pelas ruas. Dá uma olhada no vídeo. (Enviado por Marcos Herbas).
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03/04/2008 - 08:44h
O jargão das artes plásticas
Um tema interessante para o mundo da cultura, abordado por um dos blogueiros da Time, Richard Lacayo. Por que alguns textos informativos de exposições de arte contemporânea, mesmo dos catálogos, são tão complicados? O autor menciona um desses cartazes que estão afixados na parede da Bienal do Whitney Museum, em Nova York. Lá vai o texto do curador:
“Many of the projects presented in the exhibition explore fluid communication structures and systems of exchange that index larger social, political and economic contexts, often aiming to invert the more object-oriented operations of the art market. Recurring concerns involve a nuanced investigation of social, domestic and public space and its translation into form — primarly sculptural, but also photographic and cinematic.”
Dá uma discussão. Lacayo argumenta, dizendo que os curadores escrevem uns para os outros: “(..) bad writing is just insider talk. It’s not directed to the public at all, but pitched to the coterie of other curators and academics who use jargon to signal to one another their initiation into the world of…. jargon.” Ele menciona, também, o post de um outro blog: “A prosa impenetrável do Whitney Museum“. Na foto, trabalho de John Baldessari.
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02/04/2008 - 07:40h
"Não é você, são seus livros."
Ótimo o ensaio de Rachel Donadio publicado no suplemento de livros do New York Times. Grosso modo, diz o seguinte: gostos literários muito diferentes podem prejudicar uma relação amorosa (exemplo: ela lê Julian Barnes e Philip Roth, ele lê Paulo Coelho e “Quem mexeu no meu queijo?” e por aí vai). A autora diz que graças a esse sites de relacionamento, tipo Orkut e MySpace, listar seus livros e autores favoritos é uma parte importante — e muitas vezes arriscada — de auto-propaganda. (Acho que foi o Antonio Prata que percebeu o seguinte: se todo mundo que coloca “Crime e Castigo” na lista de favoritos do Orkut estivesse mesmo falando a verdade, o livro estaria na lista dos mais vendidos). Leia neste link o texto “It’s not you, it’s your books”. (Sugestão da Mariana Sampaio).
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02/04/2008 - 07:34h
Críticos de cinema em extinção
Críticos de cinema, “uma espécie em extinção” (ao menos na mídia impressa). É o que diz esta matéria de David Carr.
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31/03/2008 - 08:38h
A minha é mais comprida do que a sua
Vale a pena ler o ensaio de Michael Kinsley publicado na New Yorker desta semana, que chegou às bancas hoje. É uma reflexão sobre a vida (e a morte), usando como tema central a nossa obsessão, se é que posso chamar assim, pela longevidade. O título é ótimo “Mine is longer than yours“, uma referência do autor à única competição que realmente vale na vida — e uma brincadeira com o consumismo competitivo do mundo contemporâneo. O texto é longo, mas vale a pena gastar um tempo (ainda mais se considerarmos que custa um clique). Deixo dois parágrafos:
“What’s more, of all the gifts that life and luck can bestow—money, good looks, love, power—longevity is the one that people seem least reluctant to brag about (nota: to brag = vangloriar-se). In fact, they routinely claim it as some sort of virtue—as if living to ninety were primarily the result of hard work or prayer, rather than good genes and never getting run over by a truck. Maybe the possibility that the truck is on your agenda for later this morning makes the bragging acceptable. The longevity game is one that really isn’t over till it’s over.Between what your parents gave you to start with—genetically or culturally or financially—and pure luck, you play a small role in determining how long you live. And even if you add a few years through your own initiative, by doing all the right things in terms of diet, exercise, sleep, vitamins, and so on, why is that to your moral credit? Extending your own life expectancy is the most selfish motive imaginable for doing anything. Do it, by all means. I do. But for heaven’s sake don’t take a bow and expect applause.”
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28/03/2008 - 07:23h
A próxima Barcelona
O Wall Street Journal de hoje publica uma reportagem sobre a cidade de Liverpool, afirmando no título que ela é “a próxima Barcelona”. “Now, the 800-year-old port is trying to become Europe’s next hip destination. This year, the city has been designated Europe’s Capital of Culture, and it just launched its first fashion week. There’s a digital-art gallery where there was once an old tea warehouse, designer-driven hotels and restaurants are opening and, in the fall, the city will host the MTV Europe Music Awards.” Leia aqui.
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27/03/2008 - 08:51h
"Smoke on the water", estilo japonês
Curiosidade: uma incrível versão de “Smoke on the water”, do Deep Purple, tocada por uma orquestra de músicos japoneses, com instrumentos antigos, letra em japonês e tudo mais. Vale a pena. Assista. (Sugestão do Marcos Herbas)
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25/03/2008 - 06:43h
A França em 8 lições de uma jornalista
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19/03/2008 - 08:09h
A biblioteca de Hemingway
Posso estar enganado, mas acho que os caras deste site catalogaram os livros da biblioteca de Ernest Hemingway (foto). Veja aqui a lista dos 6218 livros da coleção dele.
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12/03/2008 - 06:29h
Meninas más
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04/03/2008 - 08:39h
Os cérebros da China
Sugestão de leitura: a matéria de capa da edição de março da revista Prospect, “How China Thinks — The brains behind a superpower”, escrita por Mark Leonard. O destaque do editor ficou assim: “Despite the global interest in the rise of China, no one is paying much attention to its ideas and who produces them. Yet China has a surprisingly lively intellectual class whose ideas may prove a serious challenge to western liberal hegemony”. Leia aqui.
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29/02/2008 - 07:42h
29 de fevereiro
O Independent fez uma matéria sobre os “mistérios” do dia 29 de fevereiro. Leia aqui.
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28/02/2008 - 06:53h
Escute o silêncio
Um texto do meu baú: “Escutar o Silêncio“, em que o historiador Peter Burke “aponta as vantagens de ficar de boca fechada”. Um trecho, para esquentar o assunto: “Para nós é comum pensar o silêncio como algo negativo, a mera ausência do som. Neste artigo eu tentarei persuadir você a pensar o silêncio de uma maneira mais positiva. Os silêncios — é melhor pensar no plural — podem ser longos ou curtos. Variam tanto em qualidade quanto em quantidade. Podem ser naturais ou culturais, por exemplo. Podem ser voluntários ou forçados, espontâneos ou estratégicos, cálidos ou frios ou, como às vezes dizemos, “um silêncio de pedra”. Podem ser normais ou patológicos. A ausência do falar pode igualmente expressar discrição ou humildade. Um silêncio desdenhoso ou insolente precisa ser distinguido de um ameaçador. As pessoas se encontram sem palavras por assombro, embaraço ou até raiva. Enfim, o silêncio não é um fenômeno puramente negativo.” Foi publicado no caderno Mais!, da Folha de S.Paulo, em 1999.
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25/02/2008 - 07:55h
Webcasts na Biblioteca do Congresso
De vez em quando é bom dar um pulo no site da Biblioteca do Congresso, nos Estados Unidos, para checar novidades. Eu não conhecia, por exemplo, o canal de webcasts. Tem várias coisas interessantes por lá. Do Brasil, pouco. Na verdade achei apenas esta palestra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 2005: “The Need for Global Democratic Governance: The Perspective from Latin America“. Tem 61 minutos. Bom, é de graça, e ele costuma cobrar caro por isso.
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24/02/2008 - 12:38h
Larry Rohter em Salvador
No suplemento de turismo do New York Times de hoje, o jornalista Larry Rohter escreve sobre Salvador, seguindo o roteiro deixado por Jorge Amado no livro “Tereza Batista Cansada de Guerra”. Sobre Amado, lembro que a editora Companhia das Letras lançará este ano novas edições de toda a obra do escritor baiano. A primeira leva sai em breve.
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22/02/2008 - 06:51h
O milagre da melancolia
Bom este artigo publicado na página de opinião do Los Angeles Times: “The miracle of melancholia — We’re a nation obsessed with being happy, but sometimes feeling bad can do you some good“. O autor, Eric G. Wilson, é o autor do livro “Against Happiness: In Praise of Melancholy“.
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17/02/2008 - 14:44h
Por que roubar obras de arte?
Interessante o artigo “Opportunity Makes a Thief“, de Eric Gibson, que é o editor de cultura do Wall Street Journal. Ele faz uma reflexão sobre o seguinte tema: por que os ladrões assaltam museus? Um trecho: “Perhaps art thievery persists for reasons that have less to do with personal prestige or monetary gain than with a vague sense of cultural longing. When the British mountaineer George Leigh Mallory was asked why he wanted to climb Mount Everest, he said ‘because it’s there.’ Maybe that is why art is stolen too. Society has historically expressed its reverence for art by displaying it, paying high prices for it, commissioning it and elevating the people who make it to the status of celebrities if not demi-gods.” O Independent de hoje também tratou do tema na reportagem “The art of Stealing“.
Enviado por Ricardo Lombardi
13/02/2008 - 05:37h























