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15/08/2008 - 06:10

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Circular: “(…) Muitos são os que viajam, com as facilidades existentes neste início do século XXI. Até por causa delas, no entanto, poucos são aqueles que, com a singularidade do olhar e o talento da palavra, conseguem transformar uma viagem exterior (como a de Marco Polo) em uma jornada interior (como a de Dante Alighieri). Isto é necessário para se produzir boas narrativas de viagem. Nelas podem se combinar, livremente, elementos característicos de diversos tipos de textos: ensaio, crônica, carta, reportagem, autobiografia, romance, observação de costumes e relato de aventura. Podemos identificar nesse gênero inúmeros fatores de fabulação, como o alto grau de envolvimento existencial do narrador; os condicionamentos psicológicos, logísticos e ambientais da sua jornada; a multiplicidade dos temas abordados; e também a indulgente expectativa do leitor em relação a eventos ocorridos em terras distantes.  Tais componentes são necessários para que aconteça, por assim dizer, uma operação alquímica. Trata-se de transformar um deslocamento no espaço, acessível a qualquer um, em um deslocamento no tempo, coisa para poucos. E aqui cabe uma frase de Descartes: ‘Viajar é como falar com homens de outros séculos’.” (Renato Modernell, “Narrativas de Viagem e Jornalismo Literário“).

Autor: - Categoria(s): circular Tags:

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