Publicidade

Publicidade
13/06/2008 - 06:07

Compartilhe: Twitter

Circular: (…) 422 – Temos de ver que, muito mais que tão somente algum simples esporte,/ Os jogos de bola espetáculos dramáticos é que são, de grande porte./ Se trata de um tipo, porém muito especial, de teatro,/ Em que se defrontam, não personalidades em roteiro pré-datado,/ Mas instituições, em disputa de imprevisto destino e fado./ Na verdade, o desenrolar de cada jogo-peça/ A cada momento por parte do ator é determinado. /Portanto, é arte de grande valor, de alto quilate.

423 – Essas instituições, que no jogo-espetáculo se enfrentam,/ Não são os times, os clubes; algo mais alto representam./ Pode ser, como já foi o Corinthians, a classe trabalhadora,/ Ou, como o São Paulo, a oligarquia aristocrática,/ Ou, como o Palmeiras, a classe média democrática./ Ou, como na Europa, o Roma, Milan, Manchester,/ Schalke e Barcelona,/ Uma cidade, um bairro, uma região, de gente antigona./ Porém isso, na verdade, águas estão ficando passadas.

424 – Com a derrota do socialismo e com o avanço neoliberal,/ Os jovens da classe trabalhadora perderam essa identidade./ São indivíduos, que no máximo se reúnem apenas em tribos./ Assim, para eles, torcer para algo transcendente ao time/ Sentido não mais tem, como se esse algo não mais exista./ Por isso, quando a torcida não se torna em fúria racista, / O torcedor não mais vê a derrota como lição de vida:/ O time não é mais símbolo, é uma realidade só em si contida. (…) (Renato Pompeu em “As/Os Brasilíadas – Prosa Rimada, Botequim de Idéias)

Autor: - Categoria(s): circular Tags:

Ver todas as notas

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo