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Arquivo de julho, 2008

30/07/2008 - 06:30

Uma música

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Para começar a quarta-feira, “Bonjour, Paris”, com Audrey Hepburn, Fred Astaire, e Kay Thompson no filme “Funny Face”. (Dica da Patricia Froes)

Autor: - Categoria(s): Música Tags:
30/07/2008 - 06:20

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Circular: “Mas por que a crise no capitalismo, a mudança de patamar tecnológico, acarreta guerra?

Aqui a gente tem que teorizar, vamos tentar facilitar o máximo possível essa explicação. O que é o capitalismo? É um regime baseado nas mercadorias; as mercadorias têm um valor de uso, que é a utilidade delas — no caso do café, você tomar o café; no caso do óculos, enxergar — e tem o valor de troca, que é o que você paga para ter aquele objeto. O valor de troca da mercadoria, no capitalismo, está baseado no tempo de trabalho socialmente necessário para produzir aquela mercadoria, e a tecnologia nada mais é do que um meio de reduzir o tempo de trabalho vivo necessário para criar o valor adicional que a mercadoria tem. Então, com o desenvolvimento tecnológico, as mercadorias todas vão barateando, como aqui no Brasil: está tudo barato e ninguém pode comprar as coisas porque não tem dinheiro. Por quê? Havendo a concorrência, as empresas brigam para levar cada vez menos tempo de trabalho vivo, que é o que cria a mais-valia, até que chega um ponto em que isso tende quase a zero, daí o que você pode fazer? Você acaba com o capitalismo ou, se quer manter o capitalismo, tem que destruir tudo, destruir as mercadorias em geral para aumentar o tempo de trabalho necessário para produzir.

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma reconstrução fantástica da Europa. Quando teve a guerra do Kosovo, a revista The Economist, britânica, se queixou — se queixou, não, deu vazão à queixa, não vamos acusá-la disso —, dizendo que os empresários ficaram decepcionados porque a destruição foi muito pequena, não ia ter muitos investimentos ali. E não é crueldade humana, é uma coisa quase automática, vai acontecendo sem você perceber, a não ser que estude muito, leia muito e ligue as coisas. E a gente se informa como? Pela mídia, pelo jornal, pela revista, pela televisão. E, também, não é que o jornal queira informar mal. Saiu um livro muito interessante, do Leão Serva, em que ele mostra que o jornalismo fatalmente tende à desinformação por duas razões: primeiro, porque compartimenta o que é uma coisa só — o mundo é uma coisa só e o jornal divide em partes para dar as notícias; segundo, porque o jornal cria um tempo dele, o tempo em que as pessoas vivem, não vê as coisas a longo prazo, dentro das grandes fases históricas. Não é uma questão de má vontade ou de deturpação deliberada, embora isso também exista, mas é da natureza do jornalismo.

Vamos supor que temos aqui um jornal, vamos ver: tem o Bin Laden, tem a preparação americana, tem o Tibete, na China, tem os guerrilheiros na Colômbia, a base de Alcântara na parte nacional etc. Agora, vamos supor que, em vez de um jornal, tenhamos um mapa do estado-maior da OTAN: vamos ter, no Kosovo, “estamos a favor desses contra aqueles”; na Chechênia, “estamos a favor dos mulçumanos contra os ortodoxos”; em Israel, “estamos a favor de Israel contra os palestinos, estamos dando um jeito de largar Israel sozinho na coisa, mas disfarçando muito para não ficar muito na cara”; no Tibete, “estamos com os tibetanos, contra os chineses”; na Índia, “somos mais a favor dos paquistaneses”; na Indonésia, “queremos destruir aquilo lá porque a gente tinha aquilo na mão, houve uma revolução, saiu do nosso controle, já conseguimos tirar o Timor Leste, que é uma causa bem simpática…”. Veja como é diferente a temporalidade do jornal que sai no dia-a-dia, ou mesmo da revista que sai mês a mês, da temporalidade do mapa estratégico da OTAN, que mostra, perfeitamente desenhado, o conflito mundial associado a essa crise do capitalismo. Por que eles não respondem ao atentado exigindo, levando a questão para o tribunal internacional — que, aliás, os Estados Unidos nem apóiam — e pedem a extradição do Bin Laden e, se o Afeganistão não der, aí sim eles vão capturá-lo? Por que já preparam a guerra antes? Porque o capitalismo precisa da guerra.(Renato Pompeu, em entrevista a Marina Amaral, publicada na “Caros Amigos”).

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30/07/2008 - 06:20

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Circular: “Mas por que a crise no capitalismo, a mudança de patamar tecnológico, acarreta guerra?

Aqui a gente tem que teorizar, vamos tentar facilitar o máximo possível essa explicação. O que é o capitalismo? É um regime baseado nas mercadorias; as mercadorias têm um valor de uso, que é a utilidade delas — no caso do café, você tomar o café; no caso do óculos, enxergar — e tem o valor de troca, que é o que você paga para ter aquele objeto. O valor de troca da mercadoria, no capitalismo, está baseado no tempo de trabalho socialmente necessário para produzir aquela mercadoria, e a tecnologia nada mais é do que um meio de reduzir o tempo de trabalho vivo necessário para criar o valor adicional que a mercadoria tem. Então, com o desenvolvimento tecnológico, as mercadorias todas vão barateando, como aqui no Brasil: está tudo barato e ninguém pode comprar as coisas porque não tem dinheiro. Por quê? Havendo a concorrência, as empresas brigam para levar cada vez menos tempo de trabalho vivo, que é o que cria a mais-valia, até que chega um ponto em que isso tende quase a zero, daí o que você pode fazer? Você acaba com o capitalismo ou, se quer manter o capitalismo, tem que destruir tudo, destruir as mercadorias em geral para aumentar o tempo de trabalho necessário para produzir.

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma reconstrução fantástica da Europa. Quando teve a guerra do Kosovo, a revista The Economist, britânica, se queixou — se queixou, não, deu vazão à queixa, não vamos acusá-la disso —, dizendo que os empresários ficaram decepcionados porque a destruição foi muito pequena, não ia ter muitos investimentos ali. E não é crueldade humana, é uma coisa quase automática, vai acontecendo sem você perceber, a não ser que estude muito, leia muito e ligue as coisas. E a gente se informa como? Pela mídia, pelo jornal, pela revista, pela televisão. E, também, não é que o jornal queira informar mal. Saiu um livro muito interessante, do Leão Serva, em que ele mostra que o jornalismo fatalmente tende à desinformação por duas razões: primeiro, porque compartimenta o que é uma coisa só — o mundo é uma coisa só e o jornal divide em partes para dar as notícias; segundo, porque o jornal cria um tempo dele, o tempo em que as pessoas vivem, não vê as coisas a longo prazo, dentro das grandes fases históricas. Não é uma questão de má vontade ou de deturpação deliberada, embora isso também exista, mas é da natureza do jornalismo.

Vamos supor que temos aqui um jornal, vamos ver: tem o Bin Laden, tem a preparação americana, tem o Tibete, na China, tem os guerrilheiros na Colômbia, a base de Alcântara na parte nacional etc. Agora, vamos supor que, em vez de um jornal, tenhamos um mapa do estado-maior da OTAN: vamos ter, no Kosovo, “estamos a favor desses contra aqueles”; na Chechênia, “estamos a favor dos mulçumanos contra os ortodoxos”; em Israel, “estamos a favor de Israel contra os palestinos, estamos dando um jeito de largar Israel sozinho na coisa, mas disfarçando muito para não ficar muito na cara”; no Tibete, “estamos com os tibetanos, contra os chineses”; na Índia, “somos mais a favor dos paquistaneses”; na Indonésia, “queremos destruir aquilo lá porque a gente tinha aquilo na mão, houve uma revolução, saiu do nosso controle, já conseguimos tirar o Timor Leste, que é uma causa bem simpática…”. Veja como é diferente a temporalidade do jornal que sai no dia-a-dia, ou mesmo da revista que sai mês a mês, da temporalidade do mapa estratégico da OTAN, que mostra, perfeitamente desenhado, o conflito mundial associado a essa crise do capitalismo. Por que eles não respondem ao atentado exigindo, levando a questão para o tribunal internacional — que, aliás, os Estados Unidos nem apóiam — e pedem a extradição do Bin Laden e, se o Afeganistão não der, aí sim eles vão capturá-lo? Por que já preparam a guerra antes? Porque o capitalismo precisa da guerra.(Renato Pompeu, em entrevista a Marina Amaral, publicada na “Caros Amigos”).

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30/07/2008 - 06:20

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Aqui a gente tem que teorizar, vamos tentar facilitar o máximo possível essa explicação. O que é o capitalismo? É um regime baseado nas mercadorias; as mercadorias têm um valor de uso, que é a utilidade delas — no caso do café, você tomar o café; no caso do óculos, enxergar — e tem o valor de troca, que é o que você paga para ter aquele objeto. O valor de troca da mercadoria, no capitalismo, está baseado no tempo de trabalho socialmente necessário para produzir aquela mercadoria, e a tecnologia nada mais é do que um meio de reduzir o tempo de trabalho vivo necessário para criar o valor adicional que a mercadoria tem. Então, com o desenvolvimento tecnológico, as mercadorias todas vão barateando, como aqui no Brasil: está tudo barato e ninguém pode comprar as coisas porque não tem dinheiro. Por quê? Havendo a concorrência, as empresas brigam para levar cada vez menos tempo de trabalho vivo, que é o que cria a mais-valia, até que chega um ponto em que isso tende quase a zero, daí o que você pode fazer? Você acaba com o capitalismo ou, se quer manter o capitalismo, tem que destruir tudo, destruir as mercadorias em geral para aumentar o tempo de trabalho necessário para produzir.

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma reconstrução fantástica da Europa. Quando teve a guerra do Kosovo, a revista The Economist, britânica, se queixou — se queixou, não, deu vazão à queixa, não vamos acusá-la disso —, dizendo que os empresários ficaram decepcionados porque a destruição foi muito pequena, não ia ter muitos investimentos ali. E não é crueldade humana, é uma coisa quase automática, vai acontecendo sem você perceber, a não ser que estude muito, leia muito e ligue as coisas. E a gente se informa como? Pela mídia, pelo jornal, pela revista, pela televisão. E, também, não é que o jornal queira informar mal. Saiu um livro muito interessante, do Leão Serva, em que ele mostra que o jornalismo fatalmente tende à desinformação por duas razões: primeiro, porque compartimenta o que é uma coisa só — o mundo é uma coisa só e o jornal divide em partes para dar as notícias; segundo, porque o jornal cria um tempo dele, o tempo em que as pessoas vivem, não vê as coisas a longo prazo, dentro das grandes fases históricas. Não é uma questão de má vontade ou de deturpação deliberada, embora isso também exista, mas é da natureza do jornalismo.

Vamos supor que temos aqui um jornal, vamos ver: tem o Bin Laden, tem a preparação americana, tem o Tibete, na China, tem os guerrilheiros na Colômbia, a base de Alcântara na parte nacional etc. Agora, vamos supor que, em vez de um jornal, tenhamos um mapa do estado-maior da OTAN: vamos ter, no Kosovo, “estamos a favor desses contra aqueles”; na Chechênia, “estamos a favor dos mulçumanos contra os ortodoxos”; em Israel, “estamos a favor de Israel contra os palestinos, estamos dando um jeito de largar Israel sozinho na coisa, mas disfarçando muito para não ficar muito na cara”; no Tibete, “estamos com os tibetanos, contra os chineses”; na Índia, “somos mais a favor dos paquistaneses”; na Indonésia, “queremos destruir aquilo lá porque a gente tinha aquilo na mão, houve uma revolução, saiu do nosso controle, já conseguimos tirar o Timor Leste, que é uma causa bem simpática…”. Veja como é diferente a temporalidade do jornal que sai no dia-a-dia, ou mesmo da revista que sai mês a mês, da temporalidade do mapa estratégico da OTAN, que mostra, perfeitamente desenhado, o conflito mundial associado a essa crise do capitalismo. Por que eles não respondem ao atentado exigindo, levando a questão para o tribunal internacional — que, aliás, os Estados Unidos nem apóiam — e pedem a extradição do Bin Laden e, se o Afeganistão não der, aí sim eles vão capturá-lo? Por que já preparam a guerra antes? Porque o capitalismo precisa da guerra.(Renato Pompeu, em entrevista a Marina Amaral, publicada na “Caros Amigos”).

Autor: - Categoria(s): circular Tags:
29/07/2008 - 08:24

Mochila à jato: solução para o trânsito

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O New York Times de hoje informa que um inventor da Nova Zelândia mostrará ao mundo, durante uma feira de aviação nos Estados Unidos, o que ele está chamando de “a primeira mochila à jato prática” para uso particular, essas máquinas de voar que já apareceram em filme do James Bond e Buck Rogers. “O inventor, Glenn Martin, 48, que gastou 27 anos aperfeiçoando o aparelho, disse que tem esperanças de começar a vendê-lo no ano que vem por US$ 100 mil cada.” O jornal aproveita para fazer uma espécie de linha do tempo ilustrada, mostrando como esse tipo de invenção sempre esteve no nosso imaginário, por causa dos quadrinhos e do cinema, mas nunca se transformou em realidade comercial. Pode ser uma boa solução para o trânsito. Acima, o repórter do jornal testa a invenção, que será exibida hoje durante a tal feira. (Na página da matéria, no site, há um vídeo bem curto com uma demonstração. Lembrando que o Times é grátis, mas exige cadastro).

Autor: - Categoria(s): Tecnologia Tags:
29/07/2008 - 08:03

“De que serve o culto moralista da memória?”

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Só ontem à noite tive tempo de ler o texto “O que aprendemos, se é que aprendemos alguma coisa”, de Tony Judt (foto), publicado pela Piauí. Deixo abaixo os dois primeiros parágrafos (mas a íntegra pode ser lida aqui). Vale a pena.

“O século XX mal acabou e suas disputas e realizações, ideais e medos já se perderam nas sombras do esquecimento. No Ocidente, sempre que possível tivemos grande pressa em desconsiderar a bagagem econômica, intelectual e institucional do século passado, e encorajamos os outros a fazer o mesmo. A partir de 1989, com uma confiança ilimitada e uma reflexão insuficiente, deixamos o século XX para trás. Enveredamos sem medo no seu sucessor, imersos em meias verdades a serviço do que desejamos crer: o triunfo do Ocidente, o fim da História, o momento unipolar americano, a marcha inelutável da globalização e da liberdade de mercado.

A crença de que aquele tempo ficou para trás e agora tudo é diferente nos afeta bem mais do que os finados dogmas e instituições comunistas dos tempos da Guerra Fria. Durante os anos 90, e novamente em seguida ao 11 de Setembro de 2001, mais de uma vez me choquei com a perversa insistência contemporânea em não compreender o contexto dos dilemas de hoje; em não dar ouvidos a algumas das cabeças mais sensatas das últimas décadas. Com a insistência em procurar ativamente esquecer, em vez de lembrar; em negar a continuidade e proclamar o ineditismo em todas as ocasiões possíveis. Adquirimos uma estridente insistência em reafirmar que o passado pouco tem de interessante a ensinar. O nosso mundo, asseguramos, é novo; seus riscos e oportunidades não têm precedentes.”

Autor: - Categoria(s): história Tags:
29/07/2008 - 07:30

França, para amantes de queijos

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No Times de Londres, uma matéria de turismo e gastronomia: os melhores destinos na França para quem aprecia queijos. Eu gosto.

Autor: - Categoria(s): Gastronomia, Turismo Tags:
29/07/2008 - 07:14

De novo, a mente de Tarantino

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O curta “Tarantino’s Mind”, com Selton Mello e Seu Jorge, apareceu no site Hungrymantv.com. Não custa nada postar sobre ele aqui de novo, até porque muita gente pode não ter visto o filme. Vale a pena. (Sugestão do Silvio Herbas).

Autor: - Categoria(s): Cinema Tags:
29/07/2008 - 07:05

E o açaí ganha o mundo…

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A edição de agosto da revista Portfolio, de negócios, traz uma pequena matéria sobre o açaí. “Como a fruta do momento em Hollywood atraiu a atenção da Coca-Cola, Anheuser-Busch e Procter & Gamble”, escreve o editor no texto logo abaixo do título. A reportagem informa que no ano passado, as vendas de produtos com açaí triplicaram, atingindo US$ 66 milhões. Um infográfico interativo mostra todo o ciclo comercial da fruta, da colheita até a distribuição.

Autor: - Categoria(s): negócios Tags:
29/07/2008 - 06:51

Os 100 atletas da “Time” (Marta é a 23ª)

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Na lista da revista Time dos “100 atletas para serem observados” durante as Olimpíadas de Pequim, apenas um da delegação brasileira: Marta, da seleção de futebol, que aparece em 23º lugar. De resto, uma lista recheada de americanos e chineses. O número um é LeBron James, do basquete.

Autor: - Categoria(s): Esportes Tags:
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