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Arquivo de março, 2008

31/03/2008 - 06:02

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Circular: “As pessoas tendem a ver o escritor como uma fonte de sabedoria, não é?
Acho que uma fonte de sabedoria temos nós todos. Sabemos muito, muitíssimo mais do que aquilo que imaginamos. É evidente que, quantitativamente e qualitativamente, sei muito menos do que o Einstein sabia; mas o que sei ou qualquer pessoa sabe é tão digno de consideração quanto aquilo que o Einstein tinha para dizer. E dou já um exemplo próximo. O meu avô materno, que está ali (aponta para uma foto), que se chamava Jerónimo, era pastor de porcos. Ele e minha avó (Josefa) viviam numa casa muito pobre, o chão de barro, telha-vã. Meu avô teve um acidente vascular pequeno, meus pais levaram-no para se tratar em Lisboa e ele morreu poucos dias depois. Quando saiu de casa para ir para a estação do caminho de ferro… Ao lado da casa havia um quintal onde se cultivavam umas figueiras e oliveiras. E meu avô, analfabeto, homem simples, sem nenhuma das sofisticações da civilização, nem, aparentemente, das sofisticações dos sentimentos, foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas, chorando. Ele adivinhava que não voltaria. Por que é que conto isso? É que o meu avô, ao fazer isso, estava a dizer a mim que ele sabia muito mais. E esse saber não é o saber coisas, não é o saber dados. É outra coisa, tem que ver com a relação que há entre a pessoa e o mundo, e é dessa relação que, no fundo, tento falar com os meus livros.
(José Saramago, trecho da entrevista dada a Humberto Werneck, publicada na Playboy de outubro de 1998; do arquivo de Renato Modernell)

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31/03/2008 - 06:02

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Circular: “As pessoas tendem a ver o escritor como uma fonte de sabedoria, não é?
Acho que uma fonte de sabedoria temos nós todos. Sabemos muito, muitíssimo mais do que aquilo que imaginamos. É evidente que, quantitativamente e qualitativamente, sei muito menos do que o Einstein sabia; mas o que sei ou qualquer pessoa sabe é tão digno de consideração quanto aquilo que o Einstein tinha para dizer. E dou já um exemplo próximo. O meu avô materno, que está ali (aponta para uma foto), que se chamava Jerónimo, era pastor de porcos. Ele e minha avó (Josefa) viviam numa casa muito pobre, o chão de barro, telha-vã. Meu avô teve um acidente vascular pequeno, meus pais levaram-no para se tratar em Lisboa e ele morreu poucos dias depois. Quando saiu de casa para ir para a estação do caminho de ferro… Ao lado da casa havia um quintal onde se cultivavam umas figueiras e oliveiras. E meu avô, analfabeto, homem simples, sem nenhuma das sofisticações da civilização, nem, aparentemente, das sofisticações dos sentimentos, foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas, chorando. Ele adivinhava que não voltaria. Por que é que conto isso? É que o meu avô, ao fazer isso, estava a dizer a mim que ele sabia muito mais. E esse saber não é o saber coisas, não é o saber dados. É outra coisa, tem que ver com a relação que há entre a pessoa e o mundo, e é dessa relação que, no fundo, tento falar com os meus livros.
(José Saramago, trecho da entrevista dada a Humberto Werneck, publicada na Playboy de outubro de 1998; do arquivo de Renato Modernell)

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31/03/2008 - 06:02

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Circular: “As pessoas tendem a ver o escritor como uma fonte de sabedoria, não é?
Acho que uma fonte de sabedoria temos nós todos. Sabemos muito, muitíssimo mais do que aquilo que imaginamos. É evidente que, quantitativamente e qualitativamente, sei muito menos do que o Einstein sabia; mas o que sei ou qualquer pessoa sabe é tão digno de consideração quanto aquilo que o Einstein tinha para dizer. E dou já um exemplo próximo. O meu avô materno, que está ali (aponta para uma foto), que se chamava Jerónimo, era pastor de porcos. Ele e minha avó (Josefa) viviam numa casa muito pobre, o chão de barro, telha-vã. Meu avô teve um acidente vascular pequeno, meus pais levaram-no para se tratar em Lisboa e ele morreu poucos dias depois. Quando saiu de casa para ir para a estação do caminho de ferro… Ao lado da casa havia um quintal onde se cultivavam umas figueiras e oliveiras. E meu avô, analfabeto, homem simples, sem nenhuma das sofisticações da civilização, nem, aparentemente, das sofisticações dos sentimentos, foi de árvore em árvore, abraçou-se a cada uma delas, chorando. Ele adivinhava que não voltaria. Por que é que conto isso? É que o meu avô, ao fazer isso, estava a dizer a mim que ele sabia muito mais. E esse saber não é o saber coisas, não é o saber dados. É outra coisa, tem que ver com a relação que há entre a pessoa e o mundo, e é dessa relação que, no fundo, tento falar com os meus livros.
(José Saramago, trecho da entrevista dada a Humberto Werneck, publicada na Playboy de outubro de 1998; do arquivo de Renato Modernell)

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30/03/2008 - 19:32

"Celulares: mais perigosos que cigarros"

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Saiu no Independent de hoje: “Mobile phones ‘more dangerous than smoking’“. O destaque do editor: “Brain expert warns of huge rise in tumours and calls on industry to take immediate steps to reduce radiation”. Medo.

Autor: - Categoria(s): saúde Tags:
30/03/2008 - 16:33

Uma música, "cocktails" e engov

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Um música para um domingo cinzento: “Cocktails for two“, de 1945. Não sei o nome do filme, mas a cena é animada e ajuda a curar a ressaca.

Autor: - Categoria(s): Música Tags:
30/03/2008 - 16:02

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Circular: “As relações entre as pessoas são como dois barcos jogados um contra o outro em mares tempestuosos. A violência do choque é muito maior que a potência dos motores.” (Bernard-Marie Koltès, dramaturgo francês, 1948-1989)

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30/03/2008 - 16:02

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Circular: “As relações entre as pessoas são como dois barcos jogados um contra o outro em mares tempestuosos. A violência do choque é muito maior que a potência dos motores.” (Bernard-Marie Koltès, dramaturgo francês, 1948-1989)

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30/03/2008 - 16:02

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Circular: “As relações entre as pessoas são como dois barcos jogados um contra o outro em mares tempestuosos. A violência do choque é muito maior que a potência dos motores.” (Bernard-Marie Koltès, dramaturgo francês, 1948-1989)

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28/03/2008 - 08:45

Sal contra o stress

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Outra da Time: “Relaxar em cavernas de sal construídas pelo homem é a nova maneira de lidar com o stress”. Ok, anotado. Leia aqui.

Autor: - Categoria(s): saúde Tags:
28/03/2008 - 08:21

A "Time" e o "mito da energia limpa"

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A capa da Time que chega às bancas hoje joga lenha na discussão sobre o uso do etanol como fonte alternativa de combustível. “O Mito da Energia Limpa” é o título estampado na capa. A chamada é a seguinte: “Politicians and Big Business are pushing biofuels like corn-based ethanol as alternatives to oil. All they’re really doing is driving up food prices and making global warming worse — and you’re paying for it.” O Brasil, claro, não podia deixar de ser um personagem chave da reportagem. Está logo na abertura do texto de Michael Grunwald, nos três primeiro parágrafos (valeria repercutir):

From his Cessna a mile above the southern Amazon, John Carter looks down on the destruction of the world’s greatest ecological jewel. He watches men converting rain forest into cattle pastures and soybean fields with bulldozers and chains. He sees fires wiping out such gigantic swaths of jungle that scientists now debate the “savannization” of the Amazon. Brazil just announced that deforestation is on track to double this year; Carter, a Texas cowboy with all the subtlety of a chainsaw, says it’s going to get worse fast. “It gives me goose bumps,” says Carter, who founded a nonprofit to promote sustainable ranching on the Amazon frontier. “It’s like witnessing a rape.” (grifo meu)

The Amazon was the chic eco-cause of the 1990s, revered as an incomparable storehouse of biodiversity. It’s been overshadowed lately by global warming, but the Amazon rain forest happens also to be an incomparable storehouse of carbon, the very carbon that heats up the planet when it’s released into the atmosphere. Brazil now ranks fourth in the world in carbon emissions, and most of its emissions come from deforestation. Carter is not a man who gets easily spooked–he led a reconnaissance unit in Desert Storm, and I watched him grab a small anaconda
with his bare hands in Brazil–but he can sound downright panicky about the future of the forest. “You can’t protect it. There’s too much money to be made tearing it down,” he says. “Out here on the frontier, you really see the market at work.”

This land rush is being accelerated by an unlikely source: biofuels. An explosion in demand for farm-grown fuels has raised global crop prices to record highs, which is spurring a dramatic expansion of Brazilian agriculture, which is invading the Amazon at an increasingly alarming rate.

Autor: - Categoria(s): Meio ambiente Tags:
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